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Trabalhadores procuram direitos após fábrica em Terenos fechar sem avisar

Um grupo de trabalhadores procurou atendimento da Defensoria Pública da comarca de Terenos, a 25 quilômetros de Campo Grande, nessa segunda-feira (21), após constatar que a fábrica onde os funcionários trabalhavam foi desativada sem avisar. A comarca atualmente está sem Defensor Público lotado, no entanto, oferece atendimento à população, todas as semanas, com Defensores Público...

Arquivo Publicado em 23/01/2013, às 12h40

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Um grupo de trabalhadores procurou atendimento da Defensoria Pública da comarca de Terenos, a 25 quilômetros de Campo Grande, nessa segunda-feira (21), após constatar que a fábrica onde os funcionários trabalhavam foi desativada sem avisar.


A comarca atualmente está sem Defensor Público lotado, no entanto, oferece atendimento à população, todas as semanas, com Defensores Públicos de Campo Grande. O caso dos trabalhadores é atendido pelo Defensor Carlos Eduardo Marietto.


“São mulheres que exerciam o trabalho de costura na fábrica e procuraram a Defensoria Pública, muito angustiadas diante da situação de susto, em ir trabalhar na segunda-feira e não encontrar nada no local. Tudo indica que a empresa fez a mudança dos equipamentos, maquinários, na madrugada de domingo para segunda-feira”, explica o defensor.


Como em Terenos não há Vara do Trabalho, as trabalhadoras foram orientadas pelo Defensor Público a registrarem a ocorrência na Delegacia do Trabalho em Campo Grande.


“Conversei com a prefeita do município para que auxiliasse o caso e a prefeitura disponibilizou um ônibus que levou o grupo até a Capital hoje pela manhã (22). A investigação será realizada pela Delegacia do Trabalho e a Defensoria Pública irá solicitar indenização por danos morais”, comenta.


Entre os agravantes do fechamento sem aviso da fábrica, está o fato da empresa não ter quitado os salários dos trabalhadores referentes aos meses de dezembro e janeiro. Além disso, muitas costureiras afirmam ter deixado a Carteira de Trabalho na posse da administração da fábrica.


“É um caso muito sério, pois não houve aviso prévio do término das atividades e a empresa fechou de uma hora para outra deixando uma quantidade significativa de pessoas desamparadas. A investigação compete à Delegacia do Trabalho, mas a Defensoria Pública acompanha o caso, da melhor forma possível, prestando orientações aos trabalhadores sobre como receber o amparo jurídico que eles têm garantido em lei”, destaca o Defensor Público Carlos Eduardo Marietto.

Jornal Midiamax