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Torcida tem dado ‘calma’ à seleção, diz Julio Cesar

A cada partida da Copa das Confederações, a seleção brasileira tem conquistado mais a torcida e o apoio fica claro desde o hino nacional, entoado em todos os estádios, até o apito final, quase sempre com aplausos à equipe. Cenário bem diferente do que vinha sendo visto nas últimas partidas do Brasil no País, quando […]

Arquivo Publicado em 24/06/2013, às 16h19

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A cada partida da Copa das Confederações, a seleção brasileira tem conquistado mais a torcida e o apoio fica claro desde o hino nacional, entoado em todos os estádios, até o apito final, quase sempre com aplausos à equipe. Cenário bem diferente do que vinha sendo visto nas últimas partidas do Brasil no País, quando vaias críticas aos jogadores e ao técnico Luiz Felipe Scolari predominavam. Para o goleiro Julio Cesar, o carinho dos torcedores foi fundamental para o bom futebol mostrado diante de Japão, México e Itália.


“Não lembro nas minhas últimas passagens pelo Brasil de ter um apoio tão forte, esse carinho, principalmente no hino. Realmente no hino já sentimos uma energia muito forte, um poder de união incrível. Vamos para o jogo motivados, sabendo que a torcida está apoiando. Para nós é muito bom, porque temos mais calma para mostrar nosso futebol”, declarou.


Julio Cesar não escondeu a satisfação por essa nova postura da torcida e acredita que ela possa ser um fator diferencial para a semifinal diante do Uruguai, nesta quarta-feira, às 16 horas, no Mineirão. Perguntado sobre a pressão para o confronto, o goleiro disse estar “relaxado”.


“Até vou confessar uma coisa pra vocês (jornalistas): estou um pouco mais relaxado, porque quando for a campo sei que vamos encontrar um torcedor apoiando do início ao fim, sem aquela pressão que achava que teríamos a todo o tempo”, afirmou.


Mas o próprio Julio Cesar admitiu que temeu por um comportamento diferente da torcida, principalmente após o amistoso diante do Chile, também em Belo Horizonte, em abril, quando os torcedores vaiaram muito o desempenho da seleção no empate por 2 a 2. “Muito se falava antes da competição sobre a pressão do torcedor. Tínhamos a impressão do jogo contra o Chile, quando a torcida cobrou bastante.”


Se fora de campo a torcida tem feito sua parte, dentro dele a seleção brasileira também em nada lembra aquela que disputou amistosos ruins em estádios pelo País. Julio Cesar admitiu a evolução e apontou que Felipão soube criar uma identidade à equipe. “O mais importante é que estamos achando um estilo, criando uma identidade. Está claro para nós quando entramos em campo o que temos que fazer. O caminho está certo, estamos trabalhando bem”, disse.

Jornal Midiamax