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Sob pressão de protestos, Câmara aprova por unanimidade ‘Ficha Limpa para servidores’

Segundo a vereadora Luiza Ribeiro (MD) – que apresentou a proposta – a conquista é importante para a vida de toda a população.

Arquivo Publicado em 25/06/2013, às 14h18

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Segundo a vereadora Luiza Ribeiro (MD) – que apresentou a proposta – a conquista é importante para a vida de toda a população.

Sob protestos de mais de 200 manifestantes que acompanharam as votações na manhã desta terça-feira (25) na câmara de vereadores de Campo Grande, o projeto que prevê Ficha Limpa para contratação de servidores está aprovado por unanimidade. Segundo a vereadora Luiza Ribeiro (MD) – que apresentou a proposta – a conquista é importante para a vida de toda a população.

Logo cedo mais de 200 pessoas munidas de cartazes contra a corrupção foram até a Câmara para o quinto protesto na Casa de Leis. Em manifestação pacífica, eles pedem três pautas prioritárias, sendo a Ficha Limpa para servidores, ações mais efetivas da CPI da Saúde e mais debates sobre a qualidade e tarifa do transporte público na Capital.

Com a pressão, 28 votos favoráveis decidiram que as contratações para o 1º escalão e comissionados – tanto da Prefeitura de Campo Grande como da Câmara – devem passar pelo crivo da Ficha Limpa. Apenas o vereador Mário César não participou das votações.

Para a vereadora Luiza Ribeiro, a Lei que exige Ficha Limpa para quem vai lidar com recursos públicos é uma conquista para a democracia. Em seu discurso, a vereadora ressaltou por diversas vezes a abertura da Câmara para que as pessoas compareçam democraticamente para se manifestar.

Já o vereador João Rocha (PSDB) disse que votou sim, com tristeza. “É com tristeza que preciso votar um projeto ficha limpa. Entendo que um isso (ficha limpa) é uma obrigação de todo cidadão. Mas considerando os acontecimentos e toda a história da vida política do país, voto sim”, refletiu.

O vereador Alex do PT afirma que essa medida serve de exemplo para a sociedade. “Os homens públicos tem que dar o exemplo. O parlamento está dando sua contribuição nesse sentido, em termos de legislação”, disse.

A medida ainda precisa ser publicada em Diário Oficial para entrar em vigor.

Jornal Midiamax