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Simplicidade e proximidade do povo marcam o estilo do papa Francisco

Sorridente e bem-humorado, o papa Francisco, primeiro latino-americano no pontificado, conquistou, em quatro meses, católicos e não católicos. Ele demonstrou seu estilo, logo no primeiro dia, ao ter nome anunciado em 13 de março deste ano: abençoou os fiéis e abaixou a cabeça pedindo a bênção de todos. Foi assim que Francisco, de 76 anos, […]

Arquivo Publicado em 21/07/2013, às 14h40

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Sorridente e bem-humorado, o papa Francisco, primeiro latino-americano no pontificado, conquistou, em quatro meses, católicos e não católicos. Ele demonstrou seu estilo, logo no primeiro dia, ao ter nome anunciado em 13 de março deste ano: abençoou os fiéis e abaixou a cabeça pedindo a bênção de todos. Foi assim que Francisco, de 76 anos, indicou como pretendia comandar a Igreja Católica Apostólica Romana. “Rezem por mim”, pediu ele, na ocasião.


Na sua primeira viagem ao exterior, desde sua eleição, Francisco demonstra que adotará a mesma postura que o caracteriza. Antes da viagem ao Brasil, o papa destacou a vontade de estar perto da população. Às vésperas de partir para o Rio de Janeiro, ele reiterou que, na chegada à cidade, faz questão de um passeio em carro aberto, no papamóvel.


O Vaticano confirmou hoje (21) que Francisco sairá de Roma às 8h45 de amanhã (22) e chegará ao Rio por volta das 16h. Após o desembarque, ele fará um passeio pelo centro da cidade.


Ao escolher o nome Francisco, o cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio decidiu também assumir para si a marca do santo de Assis: a simplicidade e a proximidade com as pessoas. Francisco dispensou o apartamento papal para ficar na Casa de Santa Marta, na qual ficam hospedados, em geral, os cardeais que vão ao Vaticano. Ele também substituiu o crucifixo de ouro pelo de prata e abriu mão do sapato vermelho para usar um comum, na cor preta.


Antes de celebrar sua primeira missa, o papa desfilou em carro aberto entre os fiéis: beijou crianças, abençoou pessoas com deficiências e sorriu. Em 16 de março, ao receber jornalistas, Francisco falou em italiano e, pouco antes de se despedir, em espanhol, ele disse: “Sei que muitos de vocês aqui [referindo-se aos jornalistas] não são católicos. Mas isso não importa. Eu abençoo a todos”.


Francisco reitera que é assim que quer a Igreja: de portas abertas. No dia seguinte à sua eleição, ele foi rezar, na Basílica Santa Maria Maior, no centro de Roma, e proibiu que as portas ficassem fechadas porque ele estava lá. Na ocasião, o papa cumprimentou os presentes, sem cerimônia, e abençoou os que beijaram sua mão. Além disso, dispensou o carro oficial e seguiu em um veículo comum do Vaticano.


Em poucos dias, o estilo do papa se tornou conhecido. Sem cerimônia, Francisco procurou o antecessor, o papa Bento XVI, o primeiro na história recente a renunciar, para rezarem juntos. Vários encontros semelhantes ocorreram afastando as hipóteses de divergências. No passado, contou Francisco, foi Bento XVI que o impediu de se aposentar como ele deseja, segundo relato feito pelo porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi.

Jornal Midiamax