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Seguranças de empresas privadas entram em greve por adicional de risco de morte

A decisão foi tomada em assembléia na noite desta sexta-feira (25). A paralisação é uma tentativa de sensibilizar as empresas a pagar integralmente o benefício, que é uma determinação nacional garantida por Lei.

Arquivo Publicado em 26/01/2013, às 16h40

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A decisão foi tomada em assembléia na noite desta sexta-feira (25). A paralisação é uma tentativa de sensibilizar as empresas a pagar integralmente o benefício, que é uma determinação nacional garantida por Lei.

Os vigilantes de Campo Grande e região aprovaram na noite desta sexta-feira (25), nas dependências do Seesvig – Sindicato dos Empregados em Empresas de Segurança Privada, a greve por tempo indeterminado pelo cumprimento da Lei 12.740, sancionado no final do ano passado pela presidente Dilma Roussef, mas que encontrou resistência no seu cumprimento pelas empresas que operam na segurança privada do Estado.


A greve aprovada pelos vigilantes de Campo Grande e Região também foi acompanhada pelos vigilantes de Dourados e Naviraí e suas bases de atuação, que de forma unificada caminharão coesas na cobrança deste benefício que foi conquistado pela categoria há mais de 12 anos.


A paralisação foi aprovada pela soberana assembleia dos trabalhadores e terá início no primeiro dia de fevereiro e não tem prazo para encerrar ou até que as empresas resolvam cumprir a lei e pagar o adicional de 30% sobre o risco de morte.


As dependências do sindicato ficaram completamente lotadas e a aprovação dos vigilantes pela greve foi por unanimidade, mesmo tendo o presidente do Seesvig, Celso Adriano Gomes da Rocha ter feito todas as explanações necessárias sobre a luta que será para manter uma greve por tempo indeterminado. Desta forma, a categoria resolveu apostar no enfrentamento para ver este benefício garantido na folha de pagamento em função do alto risco que todo vigilante corre no exercício da profissão.


A assembleia de aprovação pela greve contou com a participação de outras categorias que foram apoiar a decisão dos vigilantes em caminhar pela greve. Representantes dos bancários, eletricitários, telefonistas e outras categorias estão sendo solidárias aos vigilantes neste importante momento da luta sindical.


A presidente do sindicato dos Bancários, Iaci Torres disse que a sua categoria vai apoiar incondicionalmente a decisão dos vigilantes pela greve. Da mesma forma, o presidente da CUT-MS, Jefferson Borges Silveira disse que a greve dos vigilantes é a greve de todos os trabalhadores e terá o apoio da maior central de trabalhadores da América Latina, lembrando a luta que a categoria enfrentou para conquistar este benefício e que agora os empresários refutam em pagar.


Para o presidente do Seesvig, a decisão de caminhar pela greve é a vontade de toda a diretoria do sindicato, lembrando que três empresas do setor já optaram pelo pagamento e outras duas fizeram compromissos de pagar, mas até o início da assembleia não tinham feito o pagamento. As demais empresas do setor encaminharam documentos ao sindicato reafirmando a intenção de não cumprir a lei, mesmo tendo reconhecido o benefício em convenção.


Na segunda-feira terá início o prazo de 72 horas para o início da greve, que coincidirá com a paralisação nacional dos Vigilantes de todo o país no dia 1º de fevereiro de advertência. O objetivo da categoria é forçar as empresas do setor a pagarem o novo adicional de periculosidade, que subiu de 15% para 30% desde o dia 10 de dezembro, data em que foi publicada no Diário Oficial da União a lei nº 12.740, sancionada pela presidenta Dilma Rousseff, a qual amplia o benefício para os vigilantes. A paralisação está sendo coordenada pela Confederação Nacional dos Vigilantes e Prestadores de Serviços (CNTV-PS), que em todo o país representa cerca de 850 mil trabalhadores.

Jornal Midiamax