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Rússia desiste de buscar meteorito que deixou cerca de mil feridos

As autoridades russas desistiram neste domingo de procurar o meteorito que caiu na região central dos Urais na sexta-feira e que, com seu impacto, deixou 1.200 feridos e danificou milhares de edifícios. Com uma temperatura de -17 graus, uma equipe de mergulhadores passou um dia inteiro inspecionando o lago no qual, segundo o ministério do […]

Arquivo Publicado em 17/02/2013, às 12h28

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As autoridades russas desistiram neste domingo de procurar o meteorito que caiu na região central dos Urais na sexta-feira e que, com seu impacto, deixou 1.200 feridos e danificou milhares de edifícios.


Com uma temperatura de -17 graus, uma equipe de mergulhadores passou um dia inteiro inspecionando o lago no qual, segundo o ministério do Interior, caíram os fragmentos do meteorito. No entanto, o ministério de Situações de Emergência decidiu finalmente se concentrar nas tarefas de reconstrução, indicou um porta-voz à AFP.


“Os mergulhadores estiveram trabalhando ali, mas não encontramos nada”, disse o porta-voz Vyacheslav Ladonkin. “Foi decidido parar com as buscas. Hoje elas não continuarão”, acrescentou.


O meteorito caiu na região da cidade de Chelyabinsk na manhã de sexta-feira, provocando um clarão no céu que surpreendeu os habitantes, que rapidamente tomaram as janelas para contemplar o fenômeno. Instantes depois, o impacto quebrou os vidros, ferindo cerca de 1.200 pessoas.


Quarenta pessoas seguiam hospitalizadas neste domingo, a maioria com cortes, ossos quebrados e contusões, disse à rede de televisão Rossiya Channel uma fonte médica de um hospital de Chelyabinsk.


Também neste domingo foi aberto um centro especial para fornecer ajuda psicológica, segundo a administração local. Os operários seguiam substituindo as janelas quebradas pelo meteorito, que danificou cerca de 5.000 edifícios.


Queda de meteorito na Rússia


Um meteorito caiu na sexta-feira em uma zona povoada da região russa dos Urais, onde deixou pelo menos 950 feridos e causou pânico entre a população. A princípio, os moradores pensaram se tratar de uma chuva de meteoritos, o que foi negado pela agência espacial russa, Roscomos. “É um corpo celeste, um meteorito, que se movimentava a uma velocidade de 30 quilômetros por segundo a uma trajetória baixa”, informou a agência.


Alguns cientistas relacionaram a queda com o asteroide denominado 2012 DA14, que passou, também na sexta, a apenas 27 mil quilômetros da Terra, a maior aproximação registrada de um objeto cósmico perigoso ao nosso planeta. No entanto, a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) negou qualquer relação entre os dois eventos.


O meteorito caiu a cerca de 80 quilômetros da cidade de Satka, por volta das 09h20 local (1h20, horário de Brasília), mas a onda expansiva afetou várias regiões adjacentes e até à vizinha república centro-asiática do Cazaquistão. A queda do objeto provocou explosões sucessivas, destruindo vidraças, derrubando paredes e causando pânico entre os moradores. Segundo o Ministério da Saúde, pelo menos duas pessoas estariam internadas em estado grave e outras 22 apresentaram diversos traumas.


Também na sexta, moradores da cidade de Rodas, província de Cienfuegos, em Cuba, disseram ter presenciado a queda e a explosão de um corpo celeste na noite de quarta-feira. Segundo informações de uma emissora local, os cubanos afirmam que o corpo celeste explodiu no céu, provocando uma luz intensa e fazendo as casas do município tremerem. O feixe de luz teria o tamanho de um ônibus. Já no sábado, Uma bola de fogo foi vista na madrugada (pelo horário de Brasília) no céu da baía de São Francisco, no litoral da Califórnia, na costa oeste dos Estados Unidos.

Jornal Midiamax