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Para ‘celebrar livro impresso’, Brasil apresenta na Feira de Frankfurt pavilhão todo de papel

Enquanto o mercado editorial debate o futuro digital, o Brasil resolveu homenagear o papel em seu pavilhão de convidado de honra da Feira do Livro de Frankfurt, que começa nesta quarta (9). Apresentado à imprensa internacional nesta terça (8), o espaço de 2.500 m² com o qual o país será representado no maior evento editorial […]

Arquivo Publicado em 08/10/2013, às 15h44

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Enquanto o mercado editorial debate o futuro digital, o Brasil resolveu homenagear o papel em seu pavilhão de convidado de honra da Feira do Livro de Frankfurt, que começa nesta quarta (9).

Apresentado à imprensa internacional nesta terça (8), o espaço de 2.500 m² com o qual o país será representado no maior evento editorial do mundo é todo feito de papelão.

“O livro é cada vez menos de papel, mas faz parte de uma história de 500 anos. Escolhemos o material não por uma questão ecológica, mas para celebrar o livro impresso”, disse Daniela Thomas, que assina a cenografia do espaço com o marido, Felipe Tassara.

É também um pavilhão “solar”, todo em tons pastéis, em contraste com a solução encontrada pelo homenageado do ano passado, a Nova Zelândia, para apresentar seu slogan “Enquanto você dormia”. “Era noite e agora é dia no pavilhao”, definiu a cenógrafa, que teve no projeto a colaboração do curador Manuel da Costa Pinto e do coordenador executivo do Projeto Frankfurt 2013, Antonio Martinelli.

Nesses 2.500 m² ocorrerá a maior parte dos debates com escritores brasileiros durante a feira.
O pavilhão tem em seu centro uma grande mesa, também de papelão, que emula a marquise do parque do Ibirapuera, desenhada por Oscar Niemeyer, na qual estão livros sobre a arte brasileira.

Inclui ainda uma seção com redes nas quais os visitantes podem deitar enquanto escutam canções brasileiras e leem suas letras e uma área com totens representando personagens da literatura brasileira, como Capitu (“Dom Casmurro”, de Machado de Assis) e José Costa (“Budapeste, de Chico Buarque).

Ao longo da feira, os totens devem desaparecer, já que são compostos de papeis com informações sobre os personagens, que podem ser retirados pelos visitantes.

Numa das paredes, com imagens de quadrinhos, destaca-se um imenso Menino Maluquinho, personagem criado por Ziraldo, pai da cenógrafa Daniela Thomas.

Uma estante com livros de brasileiros traduzidos para o exterior inclui uma dezena de obras de Paulo Coelho, autor que cancelou participação na delegação brasileira com críticas à organização e ao governo.

Jornal Midiamax