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México age para enfraquecer poder de Slim nas telecomunicações

A agência reguladora de telecomunicações do México deu os primeiros passos para enfraquecer o poder de Carlos Slim no mercado de telefonia, delineando planos para tornar parte de sua rede a cota de provedor de telefonia fixa do bilionário. A empresa America Movil, de Slim, detém cerca de 80 por cento do mercado mexicano de […]

Arquivo Publicado em 21/12/2013, às 12h02

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A agência reguladora de telecomunicações do México deu os primeiros passos para enfraquecer o poder de Carlos Slim no mercado de telefonia, delineando planos para tornar parte de sua rede a cota de provedor de telefonia fixa do bilionário.


A empresa America Movil, de Slim, detém cerca de 80 por cento do mercado mexicano de telefonia fixa graças a sua unidade Telmex, e o Instituto Federal de Telecomunicações (IFT) disse que o processo de abertura da rede do principal provedor já começou.


O IFT foi criado no início deste ano, quando o governo deu ao organismo regulador amplos poderes para abrir os mercados de telefonia e transmissão para aumentar a concorrência.


A America Movil, maior empresa de telecomunicações da América Latina, também possui cerca de 70 por cento do mercado de telefonia celular do México, e o governo prometeu explorar todas as opções possíveis para enfraquecer o controle de Slim sobre a indústria.


Enrique Melrose, ex-comissário da antiga agência reguladora Cofetel, disse que o desmembramento ajudará, mas deve ser administrado cautelosamente.


“Esta é uma medida na direção certa. Mas a implementação prática pode levar tempo”, declarou Melrose à Reuters. “Teremos que ver quem está pronto para competir (com a Telmex)”.


Um porta-voz da Telmex se recusou a comentar.


A reforma do governo mexicano dá à IFT o poder de desmembrar empresas para incentivar a concorrência, embora Gabriel Contreras, chefe da agência, tenha dito que esse poder só será usado como último recurso.


Autoridades próximas da America Movil disseram em caráter confidencial estarem confiantes de que o governo dificilmente ordenará qualquer desmembramento rápido, argumentando que uma regulação mais dura deve torná-lo desnecessário e permitirá aos concorrentes uma presença mais forte no mercado.

Jornal Midiamax