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Mesmo bancado pela Fifa, Itaquerão ainda preocupa para abertura da Copa

Embora a Fifa e as autoridades brasileiras sigam com o discurso de que o Itaquerão, em São Paulo, está mantido como palco de abertura para a Copa do Mundo de 2014, informações de bastidores vão na contramão, e as obras da Arena Corinthians preocupam muito. O prazo de entrega do estádio, antes previsto para dezembro […]

Arquivo Publicado em 07/12/2013, às 11h59

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Embora a Fifa e as autoridades brasileiras sigam com o discurso de que o Itaquerão, em São Paulo, está mantido como palco de abertura para a Copa do Mundo de 2014, informações de bastidores vão na contramão, e as obras da Arena Corinthians preocupam muito.


O prazo de entrega do estádio, antes previsto para dezembro deste ano, foi alterado em virtude do acidente causado pela queda de um guindaste responsável por colocar a última parte metálica da cobertura da arena. Dois operários morreram no acidente.


As obras foram paralisadas por três dias e 5% do estádio está interditado pela Defesa Civil para que seja feita uma perícia, que pode levar até 30 dias. O aumento no prazo de 45 a 60 dias dado ao Corinthians após o episódio, com os imprevistos, foi novamente estendido pela Fifa e, agora, vai até o dia 15 de abril de 2014.


Isso significa dizer que a entrega acontecerá faltando pouco mais de um mês para a competição, e qualquer novo problema com a construção pode tirar a cidade de São Paulo do torneio. O curto espaço de tempo também não permite que aconteçam os testes realizados pela Fifa no período que antecede o Mundial. Mais uma preocupação do Itaquerão, as obras de infraestrutura no entorno do estádio ainda não estão nem perto do fim e é quase certo de que não estarão 100% completas a tempo.


O discurso do presidente da entidade máxima do futebol, Josepeh Blatter, é de que não há um plano B.


— Recebemos informações de que o estádio estará pronto em meados de abril, 14 ou 15 de abril do ano que vem. Acreditamos que é uma questão de confiança. Por enquanto, não há plano B.


O que Blatter não espera, porém, é que mesmo com a extensão do prazo, outras pendências podem colocar em cheque a abertura do Mundial em São Paulo. O Ministério Público do Estado pode pedir a paralisação total das obras, comprometendo a nova data estipulada pela Fifa.


Os guindastes da obra, fundamentais para a construção, estão vetados a mando do Ministério Público. Também pesa na balança os problemas que a Odebrecht, construtora responsável, enfrentará com logística. A peça metálica que desabou é de porte muito grande e difícil de ser substituída, o que acarreta em mais atraso para a entrega final.


Após a finalização por parte do Corinthians, o estádio ainda receberá as arquibancadas temporárias — para 20 mil pessoas — para que a capacidade de torcedores seja a exigida pela Fifa — 65 mil lugares. Essa nova etapa, no entanto, depende da liberação da área atingida no acidente.


A decisão final não pode mais ser adiada, já que com o sorteio da última sexta-feira (6), as cidades-sedes de cada seleção também já foram definidas. Seis partidas estão programadas para a Arena Corinthians, mas a situação ainda é complicada.


As quatro primeiras, na fase de grupos, serão as seguintes: a abertura, Brasil x Croácia, 12 de junho, às 17h; Uruguai x Inglaterra, 19 de junho, às 16h; Holanda x Chile, 23 de junho, às 13h, e Coreia do Sul x Bélgica, 26 de junho, às 17h. São Paulo também será palco de uma oitava de final e uma das semifinais.

Jornal Midiamax