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Índios agradecem USP por questão em vestibular sobre morte de indígenas em MS

O Conselho Aty Guasu Guarani e Kaiowá divulgou nota na noite desta segunda-feira (11) prestando agradecimento a USP (Universidade de São Paulo) pela utilização dos dados científicos de assassinatos indígenas em Mato Grosso do Sul em decorrência dos conflitos de terras. A questão foi criticada pelos deputados estaduais da bancada ruralista Zé Teixeira (DEM) e […]

Arquivo Publicado em 17/12/2013, às 17h56

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O Conselho Aty Guasu Guarani e Kaiowá divulgou nota na noite desta segunda-feira (11) prestando agradecimento a USP (Universidade de São Paulo) pela utilização dos dados científicos de assassinatos indígenas em Mato Grosso do Sul em decorrência dos conflitos de terras.


A questão foi criticada pelos deputados estaduais da bancada ruralista Zé Teixeira (DEM) e Mara Caseiro (PTdoB), com apoio ainda de Marquinhos Trad (PMDB), que prometeram pedir a suspensão da questão, além de produzir monção de repúdio. Conforme eles, a questão denigre a imagem do Estado e apresenta dados inverídicos.


Na pergunta, a Fuvest, responsável pela realização da prova, apresentou tabela, comparando os assassinatos de indígenas no Brasil e no Estado com cinco alternativas. A última delas, que é a correta, traz a seguinte afirmação: No período abrangido pela tabela, a participação do Mato Grosso do Sul no total de indígenas assassinados é muito alta, em consequência, principalmente, de disputas envolvendo a posse de terras.


Pela tabela, dos 554 assassinatos de indígenas no período, 310 ocorreram no Estado. A questão foi elaborada com base em dados do Cimi (Conselho Indigenista Missionário).


De acordo com os índios, a tabela é resultado de pesquisa cientifica de pós-graduação de universidades nacionais e internacionais. “Sabemos que os fazendeiros/políticos ignoram os estudos científicos (…). Diversos estudos científicos tanto das universidades e do MPF comprovam que os indígenas foram e são assassinados pelos pistoleiros contratados pelos fazendeiros”, acusam.


Em nota, eles ainda afirmam que a questão deveria ser adotada também por concursos públicos.

Jornal Midiamax