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Falsos funcionários da Cielo mostram astúcia de bandidos para golpes em Campo Grande

A prática é antiga, mas não se nega a uma sofisticação. Tentativa de golpe recente em um Posto de Gasolina de Campo Grande mostra a diversidade e astúcia de bandidos que inovam com abordagens indiretas e preparação prévia para a ação. O caso que envolveu dois homens trajados com falsos uniformes da empresa Cielo está […]

Arquivo Publicado em 23/07/2013, às 13h02

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A prática é antiga, mas não se nega a uma sofisticação. Tentativa de golpe recente em um Posto de Gasolina de Campo Grande mostra a diversidade e astúcia de bandidos que inovam com abordagens indiretas e preparação prévia para a ação.

O caso que envolveu dois homens trajados com falsos uniformes da empresa Cielo está sob investigação na Defurv (Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos). Com um pen drive a dupla tentou captar informações financeiras do local por meio de back-ups do sistema. Funcionários estranharam o procedimento acionaram imediatamente a polícia, frustrando a ação.

O padrão de manutenção do sistema financeiro em Postos de Gasolina segue uma rotina simples. Um técnico de informática designado pela empresa que o local contrata é o responsável por problemas que envolvem desde a queda do sinal de Internet até problemas com a máquina de cartões. Funcionários da conveniência ou frentistas ficam com o telefone de contato para acionar o suporte, que é feito sempre pela mesma pessoa.

“Acredito que nesse caso tenha sido uma tentativa de testar a segurança do local. Sendo um profissional que trabalha com o controle dessas informações em empresas de vários estados posso garantir que com um pen drive eles não conseguiriam nenhum dado especial ou realizar movimentações financeiras. Para isso eles precisariam do acesso ao sistema de controle financeiro VPN”, afirma Cristian Matos proprietário da Coninfo MS, empresa que atua em Segurança da Informação há 15 anos e possui hoje atividade em três Estados, incluindo MS.

Prevenção

A abordagem indireta e o estudo do local onde irá ser aplicado o delito colabora para que os marginais vejam a melhor forma e qual delito é o mais apropriado para a segurança existente, avalia o analista. Dessa forma é fundamental que o comerciante possua condições que favoreçam sua proteção.

Empresas de Segurança da Informação, por exemplo, regem em contrato com seus clientes que apenas técnicos credenciados possam instalar sofwares nos computadores monitorados. Além disso, uma simples orientação à equipe de funcionários pode também ser aliada para dificultar bandidos.

“Não aconteceu aqui, mas estamos prontos. Somos informados sempre quando algum tipo de coisa acontece. A Administração repassa folhas com dados de pessoas que estejam cometendo algum crime desses como uma mulher que utilizava ilegalmente o CNPJ de empresas para soltar cheques” diz Rafael Pinheiro frentista do Posto Avenida Afonso Pena, localizado próximo a Prefeitura de Campo Grande.

Vale lembrar que o investimento para o controle de finanças do negócio muitas vezes é feito por empresas diferentes no desenvolvimento do sofware, e na manutenção.

Jornal Midiamax