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Amigas de Campo Grande criam brechó no Facebook e já reúnem 3,5 mil mulheres

Homens foram proibidos e o brechó virtual, com regras rígidas, reúne amigas que vendem ou trocam peças de roupas, calçados e acessórios sem sair de casa.

Arquivo Publicado em 01/11/2013, às 18h00

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Homens foram proibidos e o brechó virtual, com regras rígidas, reúne amigas que vendem ou trocam peças de roupas, calçados e acessórios sem sair de casa.

Um brechó online criado há somente quatro meses tem mais de 3,5 mil usuárias de Campo Grande. Com a ideia de ter um lugar para vender as próprias roupas, a moderadora do grupo, que funciona no Facebook, a funcionária pública Ana Paula Breda, conta que pensou em criar o “Brechó das Amigas” depois de ter participado de um espaço semelhante para roupas de bebê.


Ela revela que assim que conheceu a ideia viu que poderia inovar e fazer o mesmo com as própria roupas e assim reunir as amigas de uma forma fácil – diga-se online – para que cada uma expusesse o que não quer mais e dali saíssem negócios.


A ideia de tão certo que em quatro meses de criação já são 3,7 mil usuárias que abusam da ferramenta online para passar para frente aquela peça que não quer mais. “No início, chamei as amigas, que chamaram as amigas delas, que chamaram as amigas das amigas, e em quatro meses somos 3,7 mil mulheres que querem comprar, vender e trocar roupas, sapatos, acessórios, e até peças do marido e da casa que já não usamos mais”, explica Ana.


A moderadora revela que ativamente cerca de 1 mil mulheres postam no grupo, e que cada uma é responsável pelo produto ofertado e a relação de negócio que irá se estabelecer ali. “Eu não ganho nenhum centavo com as vendas. Só modero para que haja uma regra. Que são bem rígidas, sou sistemática”, frisa.


Lojas, por exemplo, são proibidas de participar. A ideia, lembra Ana, é dar uma finalidade para aquilo que não se usa mais, não fazer um comércio formal. Homens também são proibidos. A moderadora justifica que muitas mulheres postam as próprias fotos vestidas com as roupas e para não causar constrangimento optou em deixar o espaço aberto apenas para elas.


Participante do grupo, a assistente de produção Larissa Nantes, 27 anos, conta que as regras são bem definidas e a moderadora não perdoa quem foge do propósito. “A administradora do grupo é bem rígida e esses dias acabou com quem quer vender caro no grupo”, conta, lembrando que uma das regras é a prática de preços de brechó.


Isso, inclusive, na opinião dela é uma das grandes vantagens do Brechó das Amigas. “O preço é baixo e podemos ver um monte de peças que não teríamos como ver se não fossemos até uma loja ou um brechó (físico)”, conta.


Satisfeita com a ideia, ela revela que já comprou peças e está com uma reservada. “Reservei uma peça hoje e vou lá ver. Se eu gostar eu fico”, conta.


Ela diz que ainda não vendeu nada, mas assim que tiver algo vai por para vender até porque, além de dar fim para aquela peça que está no guarda roupa sem uso ainda dá para ganhar um dinheirinho.


Além da venda, o brechó online também aceita trocas. Dayane Cabral, estudante de publicidade e propaganda, 18 anos, acabou de fazer uma troca. Ela conta que colocou umas peças para vender e uma acabou trocando. “Troquei um short por uma saia. Comprei, usei poucas vezes, acho que não vestiu legal. Aí a menina veio aqui, já provei e já troquei”, diz.


Sobre a experiência, ela diz aprovar. “Gostei muito. Bem prático, tudo pela internet, fácil de negociar. Gostei da ideia e já passei para as amigas”, emenda.


Há duas semanas no grupo, Edineia Sabara, dona de casa, 31 anos, conta que começou a postar as peças e achou muito o interessante o fato de poder negociar sem sair de casa. “Às vezes fica difícil por causa da distância, mas facilita muito a venda. Bem mais fácil para conseguir vender roupas que estão paradas”, afirma. 


Do virtual para o real


Em outubro, 42 expositoras do Brechó das Amigas fizeram um bazar no salão do Sindicato dos Bancários, Ana Paula Breda conta que o evento foi um sucesso. “Muitas meninas conseguiram vender as roupas que estavam paradas e ganhar uma boa grana. Tem gente que disse que com as vendas online mais a do brechó já faturou cerca de R$ 1 mil. É uma forma de recuperar parte do dinheiro gasto”, lembra.


“Outras vêm e me falam: puxa, consegui comprar um vestido do jeito que eu queria, praticamente novo, por menos que a metade do preço de um novo. Isso é muito legal”, fala.


Estimulada com o número de pessoas que apoiou o evento, ela conta que no ano que vem tem mais. “Já estou preparando novidades para 2014”, revela.


Para ter acesso ao link do brechó, clique aqui.




Jornal Midiamax