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Acadêmicos fazem manifesto contra escândalos na UFMS e pedem saída de reitora

Estudantes e técnicos da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, fizeram um manifesto na Concha da universidade, na noite desta quarta-feira (17), contra as denúncias de corrupção no Hospital Universitário, administração da atual reitora Célia Maria Oliveira da Silva e sobre a atual infra-estrutura do pólo. Além de uma intervenção do Ministério da Educação […]

Arquivo Publicado em 17/07/2013, às 23h33

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Estudantes e técnicos da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, fizeram um manifesto na Concha da universidade, na noite desta quarta-feira (17), contra as denúncias de corrupção no Hospital Universitário, administração da atual reitora Célia Maria Oliveira da Silva e sobre a atual infra-estrutura do pólo.

Além de uma intervenção do Ministério da Educação (MEC), na UFMS, os estudantes querem a saída da reitora, além de uma maior participação dentro das votações. A UFMS adota a regra de proporcionalidade, onde os professores têm peso de 70%, enquanto estudantes e técnicos administrativos 15% cada.

“Nos propomos a apoiar o campus de ensino que realmente favoreça aos acadêmicos e não a um pequeno grupo de pessoas”, diz o secretário de organização políticas sindicais da CUT (Central Única dos Trabalhadores), José Abelha.

De acordo com a acadêmica de psicologia Marina Peralta de 20 anos, o encontro é para debater os escândalos em relação a reitoria, e sobre a assistência estudantil na universidade.

Marina cita um exemplo, após as denúncias envolvendo o nome da reitora, o fato Restaurante Universitário ter baixado rapidamente o valor de R$ 6,60 ou R$ 3,30 — de acordo com cadastro –, para R$ 2,50. Os estudantes chegaram a fazer protestos em frente à reitoria, no mês passado, contra a cobrança

“Foi oportunismo”, diz a acadêmica, que é contra a privatização do Hospital Universitário (HU), e a favor do debate para a saída de Célia, além de uma gestão democrática na instituição com o voto paritário.

“Encaramos com muita seriedade o que também acontece fora da UFMS, como a CPI da Saúde. Além disso, o objetivo é criar o movimento fora Célia”, diz o acadêmico Renan Araújo. O estudante conta que o movimento também reivindica mais laboratórios, professores e o restaurante no período noturno.

A reitora Célia, teve o nome envolvido na operação Sangue Frio da Polícia Federal, sobre supostas irregularidades praticadas na gestão de Célia Maria Oliveira, envolvendo os recursos destinados ao Hospital Universitário. Célia chegou a depor na CPI da Saúde no último dia 4.

Outras irregularidades, apontadas, apontadas pelo MPF (Ministério Público Federal), falam de nomeações irregulares de professores e diretores, fraudes em pregões eletrônicos e contratos, sobrepreço e superfaturamento do custo das obras na UFMS.

Jornal Midiamax