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Seguranças barram protesto de acadêmicos durante desfile de aniversário da cidade

Os estudantes da UEMS tiveram os cartazes rasgados e foram agredidos verbalmente

Arquivo Publicado em 26/08/2012, às 13h41

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Os estudantes da UEMS tiveram os cartazes rasgados e foram agredidos verbalmente

Cerca de 20 estudantes com caras pintadas, munidos de apitos e ostentando cartazes, nos quais estavam escrito “eu não sou otário, sou universitário”, foram protestar contra o corte de 20% da Uems (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul).

Ao avistarem os estudantes, os seguranças tentaram conter o protesto, rasgaram cartazes e agrediram verbalmente os jovens.

De acordo com os acadêmicos, o movimento organizado no meio da semana foi uma forma de irem atrás de seus direitos, uma vez que foi anunciado o corte de 20% da verba da Universidade que já é “ínfima”.

Eles disseram que a Uems recebe 20 mil por ano, para dividir entre seis cursos, sendo Geografia, Artes Cênicas, Pedagogia, Turismo e Letras – que é dividido em inglês e espanhol.

O protesto foi abafado desde o início. Os estudantes gritavam palavras de ordem e chamavam o governador André Puccinelli (PMDB) de ditador. Cartazes foram rasgados pelos seguranças que tentavam conter o protesto a todo custo, chegando a agredir verbalmente os manifestantes.

Tawany Gasoso, 19, que cursa Artes Cênicas e Dança, contou que a falta de estrutura é tão grande que sua turma estuda na escola estadual Hércules Maymone, onde não há estrutura nem autonomia para os estudos.

Os alunos informaram que a construção de um prédio já foi aprovada, contudo o governador não dá início às construções. Além disso, eles ficaram sabendo que mesmo com todos esses problemas, foi anunciada a abertura de um curso de medicina na universidade.

“Eles não dão atenção nem para os cursos que já tem e ainda querem abrir um curso de medicina?”, questionou Tainara Sobrinho, 21, acadêmica do curso de Letras.

Jornal Midiamax