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Saúde vai borrifar 36 mil imóveis para combater leishmaniose

Há dez dias, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) iniciou o trabalho de borrifação com a aplicação de inseticida em residências dos bairros Santo Amaro e Lageado, regiões da cidade onde nos últimos três anos registrou-se maior incidência de leishamaniose. A previsão é chegar em 36 mil moradias, abrangendo também os bairros Vila Nasser, Popular, […]

Arquivo Publicado em 23/01/2012, às 18h19

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Há dez dias, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) iniciou o trabalho de borrifação com a aplicação de inseticida em residências dos bairros Santo Amaro e Lageado, regiões da cidade onde nos últimos três anos registrou-se maior incidência de leishamaniose.


A previsão é chegar em 36 mil moradias, abrangendo também os bairros Vila Nasser, Popular, Santa Carmélia, Vila Almeida, Coophatrabalho, Coronel Antonino, Tiradentes, e Aero Rancho. O trabalho se estende até abril e integra a estratégia do Centro de Controle de Zoonoses de combate e prevenção da doença, que em 2010 atingiu 102 pessoas. Estão sendo mobilizados 70 agentes de saúde. Paralelamente, outros 30 agentes complementam a ação vacinando os cães contra raiva.


Em média cada agente consegue fazer a borrifação de seis casas por dia. Nesta segunda-feira (23), somente no Santo Amaro foram mobilizados 30 agentes, entre eles Deise Dayana que há cinco anos faz este trabalho e passou a manhã na casa de dona Ivanir Ribeiro, na rua Presidente Rodrigues Alves. “A prevenção é importante. Na casa de minha irmã, que mora na rua Tordesilhas no Silvia Regina, pelo menos dois cachorros tiveram de ser sacrificados porque estavam doentes”.


De acordo com o CCZ, a borrifação intradomiciliar não apresenta risco de intoxicação. O que se recomenda aos moradores é que permaneçam pelo menos uma hora fora do ambiente em que foi aplicado o inseticida. Antes de iniciado trabalho, as equipes do Centro de Controle de Zoonoses retiram quadros, espelhos e afastam das paredes todo o mobiliário.


Entre maio e agosto, há um planejamento coordenado com a Secretaria de Estado de Saúde para coletar o sangue de 110.770 animais, número correspondente à população canina de Campo Grande. Este trabalho permite identificar os animais com a doença e retirá-los de circulação. Os proprietários podem contestar o exame, porém, os custos de um novo teste em um laboratório particular são de responsabilidade deles. No ano passado foram feitos 51 mil exames e, para que esta cobertura seja ampliada, o município dependerá de recursos para custear toda a logística da operação.


A principal medida de prevenção recomendada é que a população mantenha seus quintais limpos, especialmente aqueles onde há árvores frutíferas. Folhas e frutas espalhadas no chão se transformam em lixo orgânico que cria o ambiente adequado para a proliferação do mosquito transmissor da leishmaniose.


Transmissão e sintomas


A leishmaniose é transmitida ao cão e ao homem através da picada de um mosquito infectado. O mosquito, ao picar um cão com leishmaniose, passa a ser um transmissor da doença. Febre, crescimento exagerado das unhas, perda de pelos e emagrecimento são alguns dos sintomas que podem aparecer em cães com leishmaniose, porém grande parte dos animais infectados não manifesta indícios da doença.

Jornal Midiamax