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Produtor teme por segurança de propriedade rural em Dourados

O produtor rural José Wilson Gancedo teme pela segurança de sua propriedade localizada nas imediações da Reserva de Dourados. Segundo ele, recentemente o local tem sido alvo de algumas pessoas mal intencionadas que utilizam a área para furtar e ingerir bebidas alcoólicas. Ele conta que nos últimos 30 dias, o problema se agravou. A bateria […]

Arquivo Publicado em 15/10/2012, às 19h15

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O produtor rural José Wilson Gancedo teme pela segurança de sua propriedade localizada nas imediações da Reserva de Dourados. Segundo ele, recentemente o local tem sido alvo de algumas pessoas mal intencionadas que utilizam a área para furtar e ingerir bebidas alcoólicas.


Ele conta que nos últimos 30 dias, o problema se agravou. A bateria nova de um trator e o motor de um triturador foram furtados e há quatro dias a porteira foi aberta propositalmente, para que seu rebanho bovino escapasse. Uma dúzia de vacas fugiram e algumas delas foram encontradas a cerca de 12 quilômetros.


“Realmente tem sido um problema e eu não sei mais o que faço. Sempre tive um bom relacionamento com todos os moradores da região; estou ali há 24 anos. Estes últimos incidentes têm me preocupado, pois nunca nada do tipo havia acontecido. Comecei a registrar coisas assim de dois anos pra cá”, explicou Wilson.


O produtor relatou que ontem foi comunicado por seu funcionário que uma vaca leiteira havia morrido. “Fui verificar juntamente com um veterinário e fiquei estarrecido. O animal foi morto a machadadas na cabeça. O caseiro disse que viu um rapaz correndo com um machado rumo a aldeia, mas não conseguiu abordá-lo”, afirmou.


Segundo Wilson, as pessoas entram na propriedade que fica situada em uma reserva legal, para utilizar o córrego que por ali passa, contudo, muitas rompem as cercas utilizando ferramentas como facão e machados, e aproveitam para roubar os arames e palanques. Alguns até derrubam árvores que devem ser preservadas.


“Eu até fiz pequenas passarelas para que todos pudessem chegar ao riacho e usá-lo para pescar, tomar banho e lavar roupas, porém, não é isso que vem acontecendo. Ali é possível encontrar latas de cervejas, garrafas, bitucas de cigarro. Depois destes acontecimentos, estou restringindo o acesso à propriedade”, relatou.


Ele conta que já acionou autoridades. “A Polícia Civil e a Força Nacional estão tentando me ajudar, mas está complicado. Divido os cerca de 20 alqueires com meus irmãos e estamos em alerta. Minha mulher desistiu de morar lá por medo. Ela teme por sua segurança e assim como todos, espera que as coisas se resolvam da melhor maneira”.


Jornal Midiamax