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Procura de empresas por crédito diminui em setembro

Depois de duas altas seguidas, houve uma queda do número de empresas em busca de crédito, em setembro. Segundo a empresa de consultoria Serasa Experian, o recuo chegou a 17%, na comparação com agosto. Também houve redução em relação a igual mês do ano passado (-15%) e no acumulado desde janeiro (-3%). Apenas as empresas […]

Arquivo Publicado em 18/10/2012, às 14h50

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Depois de duas altas seguidas, houve uma queda do número de empresas em busca de crédito, em setembro. Segundo a empresa de consultoria Serasa Experian, o recuo chegou a 17%, na comparação com agosto. Também houve redução em relação a igual mês do ano passado (-15%) e no acumulado desde janeiro (-3%).


Apenas as empresas de grande porte ampliaram a procura na passagem de agosto para setembro, ao registrarem aumento de 0,2%. As micro e pequenas empresas foram as que mais influenciaram o resultado, com taxa negativa de 17,9%%. No caso das médias, houve queda de 2,5%. Já no acumulado do ano, as micro e pequenas empresas são as únicas a apresentarem variação negativa, de 3,9%. Nas médias, houve alta de 12,1% e, nas grandes, de 15,2%.


A demanda por crédito caiu em todos os setores, sendo que o de serviços foi o que registrou a maior retração de agosto para setembro (-20,1%).


Por região, a Norte apresentou a maior redução (-19,5%). Em seguida vêm as regiões Centro-Oeste (-17,6%), Nordeste (-17,5%), Sul (-17,1%) e Sudeste ( -16,4%).


Os dados são do Indicador Serasa Experian das Empresas por Crédito, que reúne informações de 1,2 milhão de empresas obtidas por meio de consultas ao Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ).


Na justificativa técnica, os economistas da Serasa salientam que as quedas refletem o fato de setembro ter tido um número menor de dias úteis (19) na comparação com agosto (23). Os analistas também destacaram que está mais difícil a captação de recursos no exterior ou por meio do mercado de capitais e que a disponibilidade de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e social (BNDES) incentiva mais as grandes empresas e as de médio porte.

Jornal Midiamax