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Pedreiro tem boca e mão feridas por linha de pipa ao retornar para casa

O pedreiro Manoel Alves da Silva, 41 anos, foi vítima de um acidente provocado por uma linha de pipa na tarde de segunda-feira, 30 de julho, no bairro Previsul. A vítima seguia do emprego para casa, quando foi lesionada na boca e na mão pela linha com cerol (mistura de cola com pó de vidro). […]

Arquivo Publicado em 31/07/2012, às 18h39

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O pedreiro Manoel Alves da Silva, 41 anos, foi vítima de um acidente provocado por uma linha de pipa na tarde de segunda-feira, 30 de julho, no bairro Previsul. A vítima seguia do emprego para casa, quando foi lesionada na boca e na mão pela linha com cerol (mistura de cola com pó de vidro).

“Foi questão de segundos e tive muita sorte. Seguia de bicicleta com um amigo, havia acabado de sair do serviço, quando passamos por essa rua. Havia vários meninos na rua soltando pipa, quando senti algo queimar em minha boca, coloquei a mão e senti cortar minha mão também, então caí e vi que os meninos tinham corrido”, contou Manoel ao Diário.

Manoel ficou abalado, pois o risco que correu de lesionar o pescoço foi grande. “Sabemos que muitas crianças soltam pipa, mas isso é um perigo. Faço questão de registrar o caso na polícia, pois eu poderia estar morto; a linha poderia ter cortado meu pescoço. Nessa hora, todas as crianças somem e ninguém é culpado”, disse revoltado.

A Polícia Militar esteve no local e identificou um menor de idade, de 12 anos, que cofirmou ser o dono da linha que lesionou o pedreiro e justificou que foi um acidente. “Eu estava perto da minha casa, quando minha pipa desceu e acabou ‘pegando’ no rosto do moço que se machucou”, disse ao negar que a linha estivesse com cerol.

O menino, acompanhado da mãe, foi levado para a Delegacia de Polícia Civil. O caso foi registrado como lesão corporal e a mãe do menor deve responder, de acordo com a Lei 3.436, aprovada em 19 de novembro de 2007. Ela proíbe a utilização de cerol ou qualquer outro tipo de material cortante nas linhas de pipas ou similares, mas não proíbe as pipas. A legislação prevê que para este crime, implica a apreensão do objeto e a aplicação de uma multa no valor de 20 (vinte) Uferms (Unidade Fiscal de Referência de Mato Grosso do Sul), hoje, no valor de R$ 16,68 a unidade.

Linhas esticadas

Na mesma rua do incidente, foi possível observar que várias árvores e placas de sinalização eram utilizadas como locais para “esticar” as linhas que receberiam o cerol. Os policiais que atenderam a ocorrência recolheram as linhas, além de recipientes que continham pó de vidro e cola, materiais que são utilizados no preparo do cerol.

Moradores da localidade afirmaram que esse é um problema constante. De acordo com informações da PM, houve também a denúncia de um morador que relatou que alguns grupos de crianças e adolescentes, além de utilizarem o cerol, ainda esticam as linhas de um lado ao outro na rua, com o propósito de gerar acidentes.

O Corpo de Bombeiros destaca que mesmo o fio de pipa sem cerol pode lesionar um motociclista devido o atrito do fio, podendo gerar hemorragia intensa e até degolar uma pessoa.

Outro problema que pode ocorrer é a eletrocussão de quem está soltando a pipa, pois existe também a prática do cerol feito com limalhas de ferro e neste caso, o fio da pipa passa a ser um condutor de energia elétrica, quando entra em contato com a fiação da rua conduz a energia até a criança, o que geralmente causa morte instantânea.

Jornal Midiamax