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Pai agressor terá de provar saúde mental para tentar guarda da filha de nove anos

Para tentar obter novamente a guarda da menina de nove anos, agredida pelo pai no dia 13 de abril, no bairro Mário Covas, em Campo Grande, Alessandro dos Santos Borges, 29 anos, terá de provar que possui condições mentais e físicas para cuidar da criança. “Está indicado o tratamento psicológico no inquérito policial”, afirma a […]

Arquivo Publicado em 25/04/2012, às 18h59

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Para tentar obter novamente a guarda da menina de nove anos, agredida pelo pai no dia 13 de abril, no bairro Mário Covas, em Campo Grande, Alessandro dos Santos Borges, 29 anos, terá de provar que possui condições mentais e físicas para cuidar da criança.


“Está indicado o tratamento psicológico no inquérito policial”, afirma a delegada Regina Márcia Rodrigues, responsável pelo caso.


Nestes casos, a neuropsicóloga Jeane Rocha Araújo conta que o tratamento se inicia com uma avaliação psicológica, na qual o comportamento agressivo e explosivo do autor pode ser descoberto.


“O caso de Alessandro é uma questão de terapia para entender o seu perfil. Precisa se saber ao certo se ele possui um transtorno de personalidade ou até mesmo se ele está fingindo. Existem casos em que a pessoa diz que não sabia o que estava fazendo, que aconteceu na hora por impulso e que apenas fugiu do controle”, explica a neuropsicóloga.


Nestes casos de descontrole, Araújo diz que as sessões duram em média oito vezes, mas depende do paciente. “Existem casos em que fica comprovado um transtorno psiquiátrico e o paciente precisa de medicamento e acompanhamento terapêutico monitorado”, fala a neuropsicóloga.


Com relação ao convívio do pai com a menina, a neuropsicóloga acredita que ‘tudo depende do andamento do tratamento’.


“Pessoas com perfil agressor geralmente sofreram algo parecido na infância. E nós oferecemos aquilo que aprendemos. Então é importante que o trauma seja descoberto e curado para que ele possa voltar a conviver com a filha”, avalia a neuropsicóloga.


Caso


No dia 13 de abril, a menina foi espancada pelo pai e um vizinho filmou a agressão. Ele obteve hematomas nas costas, nádegas e até na cabeça. O vídeo foi entregue a TV Record, que entrou em contato com a delegacia e o acusado foi preso.


Alessandro foi preso em sua casa. Réu primário, ele foi solto quatro dias depois por determinação judicial, mas responderá pelo crime de lesão corporal dolosa e violência doméstica. E a madastra da menina também responderá pelo mesmo crime.

Jornal Midiamax