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Obras no corredor de transporte transformam rua em “piscinão” no São Caetano

Moradores de Campo Grande reclamam da demora na conclusão das obras, que custam mais de R$ 63 milhões em investimentos e estão há oito meses em andamento no bairro São Caetano.

Arquivo Publicado em 27/04/2012, às 12h37

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Moradores de Campo Grande reclamam da demora na conclusão das obras, que custam mais de R$ 63 milhões em investimentos e estão há oito meses em andamento no bairro São Caetano.

Moradores do bairro São Caetano se sentem ilhados com o “piscinão” que se formou na Rua Benedito Gregório de Almeida com as últimas chuvas. De acordo com o comerciante Luís Carlos Garcia Fontoura, que tem um açougue na região, as vendas já caíram em 70%.


O problema surgiu com as obras de pavimentação asfáltica do corredor de transporte coletivo do bairro.Na placa da obra, consta a pavimentação e drenagem das ruas do São Caetano, com recursos de R$63.784.536,04 do Programa Pró-Transporte.


As obras, segundo os moradores, começaram há oito meses e não foram concluídas ainda. “É um transtorno sem fim, nunca acaba. Nós ligamos na Prefeitura e eles disseram que há um impasse com a dona da chácara ao lado, porque uma das ruas a serem asfaltadas acaba invadindo uma área do terreno dela e isso precisa ser negociado”, disse Luís Carlos.


Porém, os moradores ligaram para a dona da chácara e ela informou que ninguém da prefeitura nunca a procurou para negociar o lote. “Enquanto isso ficamos aqui sem resposta e sem poder sair na frente de casa. Chegam mercadorias e a gente tem que carregar por uma quadra, que o carro não chega aqui”, reclamou.


Na região, os moradores ficaram com a parte da calçada elevada para poder sair de casa. A rua se tornou intransitável, apesar de ainda ser a linha de ônibus, mesmo com as obras de pavimentação. “Até as máquinas da prefeitura já saíram daqui, porque iam acabar afundando nesta lama”, brinca José Elias de Souza.


A situação se complica quando chove. “Na última chuva forte, a água chegou nas casas. A rua era rebaixada para o lado da Avenida Tamandaré, onde a água corria para os bueiros e não empoçava. Agora, o projeto previa o rebaixamento para cá, mas como faz isso sem drenagem na rua? Não tem para onde a água ir, aí ela fica parada na rua”, disse José Elias.


A assessoria de comunicação da Prefeitura Municipal de Campo Grande informou que a obra ainda não chegou na fase de negociação com a proprietária da chácara. O coordenador das obras declarou à assessoria que as paralisações aconteceram por conta do grande volume de água, impossibilitando a continuidade da pavimentação.


Em relação ao empoçamento da água, é por conta do solo da região, que é argiloso e quando chove a água demora a escoar. Não há previsão para a entrega do asfalto.

Jornal Midiamax