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“Não pode ser maior que repercussão anterior”, diz Mochi sobre investigados da Uragano

O deputado estadual Junior Mochi (PMDB) falou nesta quarta-feira (8), após a sessão da Assembleia Legislativa, que esteve reunido na segunda-feira, em Dourados, com o deputado federal Geraldo Resende, onde conversaram sobre a quebra de sigilo bancário e fiscal, por causa das investigações da operação Uragano. De acordo com Mochi, Geraldo Resende afirmou que ele […]

Arquivo Publicado em 08/02/2012, às 14h24 - Atualizado em 17/07/2020, às 23h49

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O deputado estadual Junior Mochi (PMDB) falou nesta quarta-feira (8), após a sessão da Assembleia Legislativa, que esteve reunido na segunda-feira, em Dourados, com o deputado federal Geraldo Resende, onde conversaram sobre a quebra de sigilo bancário e fiscal, por causa das investigações da operação Uragano.


De acordo com Mochi, Geraldo Resende afirmou que ele e o deputado federal Marçal Filho, ambos do PMDB, haviam se adiantado e autorizado à quebra do sigilo.


Para o deputado Mochi, esse tipo de investigação faz parte da gestão pública.


Questionado sobre se estas novas investigações irão atrapalhar nas eleições 2012, Mochi disse que não. “Penso que não pode ser maior que o reflexo do que já aconteceu, quando foi deflagrada a operação Uragano. Mas, quem sou eu para avaliar? Quem tem que avaliar isso é a população que vota”, finalizou.


Uragano


A operação Uragano foi deflagrada em setembro de 2010, em Dourados e causou um verdadeiro “furacão” na política local e de todo o estado, sendo considerado o maior escândalo de Mato Grosso do Sul.


A Uragano aconteceu quando o ex-secretário de governo do município, Eleandro Passaia, gravou áudios e vídeos sobre os supostos esquemas de corrupção.


Na ocasião, a Polícia Federal realizou um “arrastão” e ao todo 28 pessoas foram presas, elas o então prefeito da cidade, Ari Artuzi, o então vice-prefeito, Carlinhos ‘Cantor’, a esposa de Ari Artuzi, a ex-primeira dama Maria Aparecida Artuzi, além de quase toda a legislatura do município, secretários municipais e ‘agentes políticos’ do município. Dos 12 vereadores, apenas dois escaparam da cadeia, mas foram indiciados na operação: Dirceu Longhi (PT) e Gino Ferreira (DEM).

Jornal Midiamax