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Idosa é encontrada em Campo Grande vivendo em condições desumanas com animais

Dona Dinorah, 76 anos, mora em casebre de madeira prestes a cair. Dentro do imóvel pombos, gatos, cães e muita sujeira acumulada. Ela faz queixas de agressões por parte de uma filha

Arquivo Publicado em 23/07/2012, às 21h35

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Dona Dinorah, 76 anos, mora em casebre de madeira prestes a cair. Dentro do imóvel pombos, gatos, cães e muita sujeira acumulada. Ela faz queixas de agressões por parte de uma filha

Policiais militares ambientais receberam uma denúncia anônima informando que em uma casa localizada no bairro Vila Jacy, em Campo grande, havia um criadouro de animais silvestres. Porém, quando chegaram os militares encontraram uma idosa morando numa casa de tábua, sem água potável, energia elétrica e com muitos pombos por todos os lugares. Cães e gatos também convivendo no mesmo ambiente.

Por todos os locais do casebre há pombos, inclusive em cima das camas, mesa e se misturando com o pouco alimento que dona Dinorah tem. Gatos e um cão aparentemente doente também ‘moram’ na casinha de tábuas que já está torta devido à ação do tempo e falta de manutenção.

A situação insalubre que vive a idosa é ainda mais alarmante do que o flagrado pela Polícia Militar Ambiental. Dona Dinorah contou para equipes de reportagem, que foram ao local pensando se tratar de crime ambiental, que apanha de uma das filhas.

Segundo a idosa, a filha Maria Marlin Reinoso, que teria problemas de comportamento, a agride constantemente. “Outro dia levei oito pontos na boca porque ela me deu uma pedrada. Hoje (segunda) tive que tirar ela de cima da outra minha filha porque ela estava puxando a Ramona pelo cabelo”, revela sobre Ramona Marlin Reinoso que mora na casinha.

Lúcida, dona Dinorah Rodrigues Marlin, de 76 anos, aceitou conversar com a reportagem e permitiu fotografar o ambiente. Questionada sobre os inúmeros galos, galinhas e frangos que circulam livremente pelo terreiro sem muro, ela defende que é para comer e que não tem condições de fazer cercado. “Quando não tenho uma carne de vaca, vou lá e mato uma galinha destas pra comer. Não sei por que alguém denunciaria isto se é pro meu sustento”, diz.

Jornal Midiamax