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Hopi Hari reconhece erro e deve fechar para perícia

O parque de diversões Hopi Hari reconheceu pela primeira vez, nesta quinta-feira, que Gabriella Yukari Nichimura, de 14 anos, sentou numa cadeira que deveria estar interditada. A adolescente morreu no último dia 24, ao cair do brinquedo La Tour Eiffel, também conhecido como elevador.  “Nós já sabemos como o acidente ocorreu”, afirmou Rogério Sanches, promotor […]

Arquivo Publicado em 01/03/2012, às 18h12

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O parque de diversões Hopi Hari reconheceu pela primeira vez, nesta quinta-feira, que Gabriella Yukari Nichimura, de 14 anos, sentou numa cadeira que deveria estar interditada. A adolescente morreu no último dia 24, ao cair do brinquedo La Tour Eiffel, também conhecido como elevador.


 “Nós já sabemos como o acidente ocorreu”, afirmou Rogério Sanches, promotor criminal de Vinhedo. “Gabriela estava sentada inadvertidamente numa cadeira que deveria estar interditada e isso foi confirmado por funcionários do parque.


Agora, vamos apurar de quem é a responsabilidade”. Sanches informou que o Ministério Público está investigando todas as pessoas responsáveis pelo brinquedo, desde funcionários diretamente ligados à operação, até superiores e o gerente-geral.


A partir desta quinta-feira o Hopi Hari poderá ser fechado para que seja feita a perícia em todos os brinquedos do parque. A alternativa foi proposta pelo MP e um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) deve ser assinado com a direção do parque ainda nesta tarde.


A informação foi confirmada pela promotora Ana Beatriz Vieira, que acompanha o caso. A decisão do MP foi tomada depois que novas evidências sobre o acidente foram divulgadas nesta quarta-feira.


Fotografias tiradas minutos antes da queda mostram que a adolescente estava sentada numa cadeira localizada na ponta – e não no meio, como foi divulgado inicialmente. O assento deveria estar interditado.


De acordo com Sanches, a perícia atestou que a trava do assento da ponta, onde estava Gabriela, faz um movimento de chicote e se abre na descida. “Ela subiu segurando só no colete. Estava flutuando”, afirmou Sanches nesta quarta-feira. “Essa menina entrou numa verdadeira arma”.


Ademar Gomes, advogado da família de Gabriela, confimou que processará o Hopi Hari por dolo eventual. Silmara Nichimura, mãe de Gabriela, revelou que ninguém checou a trava de segurança do brinquedo no dia do acidente.


A promotora Ana Beatriz afirmou que o local deverá ficar fechado por 10 dias, mas o prazo não foi confirmado pelo advogado do parque, Alberto Toron. O Hopi Hari abre normalmente entre sexta-feira e domingo e fecha na segunda para manutenção dos brinquedos.

Jornal Midiamax