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Farc afirma que tem “prisioneiros de guerra” e irá entregá-los

A guerrilheira Sandra Ramírez, membro da equipe negociadora das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) nas conversas de paz com sede em Havana, afirmou que esse grupo rebelde tem “prisioneiros de guerra” e por isso mantêm vigente a proposta ao governo colombiano de permutá-los. “Sim, nós temos prisioneiros de guerra e vamos entregá-los, mas que […]

Arquivo Publicado em 03/12/2012, às 01h25

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A guerrilheira Sandra Ramírez, membro da equipe negociadora das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) nas conversas de paz com sede em Havana, afirmou que esse grupo rebelde tem “prisioneiros de guerra” e por isso mantêm vigente a proposta ao governo colombiano de permutá-los.

“Sim, nós temos prisioneiros de guerra e vamos entregá-los, mas que o Estado nos devolva os nossos que estão ali, nas prisões”, declarou Sandra em entrevista publicada neste domingo pelo jornal cubano Juventud Rebelde. “Em combate capturamos policiais, soldados. É diferente: são prisioneiros de guerra porque são capturados em combate. Respeitamos sua integridade física, suas crenças e seus direitos humanos”, detalhou.

A guerrilheira, que foi companheira do falecido fundador das Farc, Manuel Marulanda Vélez ou “Tirofijo” (1930-2008), acrescentou que “mantemos esse projeto (a troca) porque é o que nos permitiria fazer com que os companheiros que estão apodrecendo nas prisões do país retornem”.

Segundo Sandra Ramírez, que se incorporou às Farc há 32 anos, há aproximadamente 700 insurgentes presos e que “também existem oito mil presos políticos e de consciência”. Em relação aos sequestros de políticos, considerou que “eles vivem em outra Colômbia. E o fato de tê-los também era para que nos devolvam nossos companheiros presos e reconheçam que somos um fator político no país. Já todos foram entregues”, indicou.

As Farc asseguraram em setembro que já não tinham “prisioneiros de guerra” após a libertação, no dia 2 de abril deste ano, dos dez últimos policiais e militares que, segundo eles, estavam em seu poder. Na entrevista, Sandra também comentou que as Farc não chegaram à mesa de negociações de paz com o governo porque estejam enfraquecidas, mas porque buscam o fim do conflito. “Sempre estivemos dispostos (ao diálogo). Mas em nenhum momento porque estejamos debilitados”, afirmou.

Os delegados do presidente Juan Manuel Santos e da guerrilha concluíram na quinta-feira passada o primeiro ciclo de sua negociação bilateral e anunciaram que voltarão à mesa de diálogo no próximo dia 5 dezembro.

Jornal Midiamax