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Ex-prefeito é condenado por usar verba pública em boate erótica

O Tribunal de Justiça de Alagoas condenou o ex-prefeito da cidade de Jundiá, no leste alagoano, Beroaldo Rufino da Silva a prestar trabalhos comunitários por gastar R$ 1.160, em verba pública, em uma casa de striptease, a Amandas Night Clube Shows, em 1998. Segundo o TJ, Beroaldo foi à casa de shows, usou os serviços […]

Arquivo Publicado em 13/06/2012, às 21h38

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O Tribunal de Justiça de Alagoas condenou o ex-prefeito da cidade de Jundiá, no leste alagoano, Beroaldo Rufino da Silva a prestar trabalhos comunitários por gastar R$ 1.160, em verba pública, em uma casa de striptease, a Amandas Night Clube Shows, em 1998.

Segundo o TJ, Beroaldo foi à casa de shows, usou os serviços e passou um cheque pago pela prefeitura, e que não tinha fundos. Com a condenação, divulgada nesta quarta-feira, o político é considerado “ficha suja”.

“Em realidade, analisando os autos, verifica-se que o denunciado efetuou sim despesa ilegal, em proveito próprio, com cheque da prefeitura que administrava. Vale dizer, tratou a coisa pública como se sua fosse, efetuando gasto desprovido de finalidade pública e sem atentar aos procedimentos legais de prévio empenho e justificativa de despesa, tanto que o dito cheque foi devolvido por duas vezes por insuficiência de fundos”, disse o desembargador Edvaldo Bandeira Rios, relator do processo. Ele pediu a condenação do prefeito e foi seguido por unanimidade.

No processo, a defesa do ex-prefeito Beroaldo disse que a acusação teve objetivo político eleitoral. Ele alegou que o cheque foi passado um homem que prestou serviços em Jundiá e que, por sua vez, passou o cheque ao gerente da boate erótica. O funcionário teria descontado o cheque antes da data acordada, por isso a falta de fundos.

Os argumentos, no entanto, não convenceram os desembargadores. Além da prestação dos serviços à comunidade por três anos e três meses, também foi decretada a inabilitação do ex-prefeito para o exercício de cargo ou função pública por cinco anos. Beroaldo é investigado, pelo Ministério Público Estadual, por desvio de dinheiro público e uso de documento falso.

Jornal Midiamax