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Dilma se reúne com presidente eleito do México para tratar de economia e segurança

A presidenta Dilma Rousseff tem reunião nesta quinta-feira (20), às 15h, com o presidente eleito do México, Enrique Peña Nieto (Partido Revolucionário Institucional, PRI), no Palácio do Planalto. O mexicano encerra nesta quinta-feira visita de dois dias ao Brasil. A expectativa, segundo assessores, é que na conversa ambos tratem de parcerias para incrementar o comércio […]

Arquivo Publicado em 20/09/2012, às 09h55

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A presidenta Dilma Rousseff tem reunião nesta quinta-feira (20), às 15h, com o presidente eleito do México, Enrique Peña Nieto (Partido Revolucionário Institucional, PRI), no Palácio do Planalto. O mexicano encerra nesta quinta-feira visita de dois dias ao Brasil.


A expectativa, segundo assessores, é que na conversa ambos tratem de parcerias para incrementar o comércio bilateral e os esforços no combate aos cartéis de tráfico de drogas, armas e pessoas que atuam nas fronteiras do México com os Estados Unidos, mas geram impactos em toda a região.


Ontem, a empresários em São Paulo, Peña Nieto disse que está interessado na maior integração entre o Brasil e o México, a começar pelas relações comerciais bilaterais. Ele participou de encontro com empresários na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista. No encontro, Peña Nieto destacou a que as economias do Brasil e México são as duas mais importantes da América Latina.


Segundo ele, ambas têm, neste momento, uma grande oportunidade para se complementar. O presidente eleito disse que seu governo está comprometido em ser um “promotor constante da integração comercial”. Para ele, o estreitamento comercial deve ocorrer com os outros países da América Central e do Sul.


Peña Nieto ressaltou que dará prioridade à modernização da estatal petrolífera do seu país, a Pemex. De acordo com o presidente eleito, a modernização da Pemex exigirá investimentos em infraestrutura para exploração e produção.


Segundo ele, há mecanismos nos modelos brasileiro e colombiano que facilitam maior participação do setor privado. Esses modelos de alianças, segundo ele, são estratégicos para tornar as empresas mais produtivas.


Para Peña Nieto, esses modelos estimulam a competitividade da empresa. O presidente eleito disse ainda que é fundamental intensificar as parcerias e os esforços internos para o combate ao cartéis de tráfico de drogas, armas e pessoas no México. Segundo ele, seu governo terá a obrigação de combater o crime organizado.


De acordo com Peña Nieto, não cabem modelos de negociação, e o Estado tem que “fazer prevalecer a lei”. Eleito em julho com cerca de 19 milhões de votos, 3 milhões a mais que Andrés Manuel López Obrador, candidato da coalizão de esquerda, Nieto toma posse em 1º de dezembro. Segundo ele, uma das prioridades é estreitar laços e aprofundar o relacionamento político e econômico com os países da América Latina.


Peña Nieto foi acusado de compra de votos pela coalizão de esquerda, que pediu a anulação da votação, mas a Justiça Eleitoral do México rejeitou a apelação e confirmou a vitória. Durante a campanha, ele foi envolvido em escândalos de corrupção e integrantes de seu partido com o narcotráfico.


Por sete décadas até o ano 2000, o PRI, partido do presidente eleito, governou o México. O desafio do novo governo, segundo especialistas, é enfrentar e conter os avanços dos dez maiores cartéis de tráfico de drogas, armas e pessoas que atuam no país, espalhando uma onda de violência e medo principalmente nas regiões de fronteira.


Depois do Brasil, ele ainda passará por mais cinco países latino-americanos: a Guatemala, Colômbia, o Chile, a Argentina e o Peru. Esse é o primeiro compromisso internacional após ser eleito presidente do México.

Jornal Midiamax