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Cracolândia: Ministro da Saúde anuncia R$ 6 milhões para tratar viciados em SP

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta quarta-feira (18) um investimento de R$ 6,4 milhões para programas de tratamento de dependentes químicos na cidade de São Paulo. O anúncio foi feito durante a primeira visita de representantes do governo federal na cracolândia, na região central, depois do início da operação policial na área. De […]

Arquivo Publicado em 18/01/2012, às 20h59

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta quarta-feira (18) um investimento de R$ 6,4 milhões para programas de tratamento de dependentes químicos na cidade de São Paulo.

O anúncio foi feito durante a primeira visita de representantes do governo federal na cracolândia, na região central, depois do início da operação policial na área.

De acordo com o ministro, metade da verba já estava prevista para ser repassada no primeiro semestre deste ano.

Acompanhado do prefeito Gilberto Kassab (PSD), Padilha visitou uma unidade para acolhimento e tratamento de usuários de droga em construção na rua Prates.

Reportagem da TV Folha mostrou que o principal investimento da prefeitura na cracolândia, o Complexo Prates, capaz de atender até 1.200 pessoas ao dia, será inaugurado mesmo incompleto.

O ministro também visitou ambulatórios e Caps (Centro de Atenção Psicossocial), e anunciou que 16 equipes de saúde que atuam em São Paulo serão treinadas para se tornar “consultórios de rua”. O projeto visa atender o usuário na própria rua.

BANDEIRA

Reportagem da Folha de ontem (17) revelou que Kassab e o governador Geraldo Alckmin (PSDB) decidiram em dezembro pelo uso ostensivo da PM na cracolândia. A data para o início da operação foi marcada para o dia 3 de janeiro.

A definição de data teve combustível político. No dia 23 de dezembro, a presidente Dilma Rousseff e o ministro Padilha anunciaram em São Paulo a participação dos movimentos sociais no plano “Crack, é possível vencer”.

Atento à movimentação e sob cobrança do eleitorado, Alckmin temia que o PT assumisse a bandeira. Padilha é tido como potencial candidato ao governo em 2014.

Na prefeitura, o medo era que a União se apropriasse do programa municipal de atendimento móvel aos dependentes.

Jornal Midiamax