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Confissão de adolescente aponta fragilidade da fiscalização de celulares nos presídios

A confissão de um adolescente de 15 anos, que garante ter cometido um crime a mando de um detento da Máxima, na madrugada desta sexta-feira (23), aponta que ainda existe a fragilidade das autoridades do Estado em combater a comunicação extramuro. E o foco seria o combate a entrada e manutenção dos celulares nas unidades […]

Arquivo Publicado em 23/11/2012, às 18h29

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A confissão de um adolescente de 15 anos, que garante ter cometido um crime a mando de um detento da Máxima, na madrugada desta sexta-feira (23), aponta que ainda existe a fragilidade das autoridades do Estado em combater a comunicação extramuro.


E o foco seria o combate a entrada e manutenção dos celulares nas unidades prisionais. “Temos a presença de mais de mil visitantes nesses locais, entre as quartas, sábados e domingos. E o que é dito entre eles não é monitorado. Acredito que só quando houver uma classificação de presos de ofensividade diferentes é que a fiscalização será melhor ainda”, afirma o titular da Sejusp/MS, Wantuir Jacini.


Há dois dias, em um investimento de R$ 23,4 mil, mais de 35 banquetas detectoras de produtos eletrônicos foram instalados em 29 presídios, para reforçar o sistema de revistas em visitantes nas unidades penais do Estado.


Além disso, o diretor-presidente da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), Deusdete Oliveira, conta que a secretaria já ‘oficiou as operadoras, no sentido de informar a frequência que estão operando’ no bairro Jardim Noroeste, onde está instalado o presídio de Segurança Máxima da Capital.


”Sabemos que existe a possibilidade de reduzir na faixa mínima a freqüência e, assim que soubermos ao exato, vamos cobrar para que o sinal chegue a zero com a instalação dos bloqueadores. Até o momento o sinal ainda existe e vamos buscar raparelhos menos onerosos para instalar os aparelhos”, garante o diretor Oliveira.


Os bloqueadores, de acordo com o secretário Jacini, tem o custo que varia de R$ 40 mil a R$ 4 milhões. “As operadoras trabalham visando auferir lucro e é por isso que não arcamos com o custo do bloqueador, na época em que a torre estava ao lado do presídio. Agora aguardamos apenas a resposta da freqüência para pedir a retirada do sinal”, conclui o secretário Jacini.

Jornal Midiamax