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Comércio de carros cai 60% na antiga rodoviária e vendedores reclamam de abandono

Há dez meses, eles tiveram de sair na antiga 'pedra', na avenida Afonso Pena. Fizeram a reforma, pintura e o problema agora é a andarilha que atrapalha as vendas.

Arquivo Publicado em 05/09/2012, às 11h04

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Há dez meses, eles tiveram de sair na antiga ‘pedra’, na avenida Afonso Pena. Fizeram a reforma, pintura e o problema agora é a andarilha que atrapalha as vendas.

Há dez meses na antiga rodoviária comercializando usados e semi-novos, muita coisa mudou para os vendedores autônomos de carros. Da antiga ‘pedra’, que funcionava na avenida Afonso Pena, em frente ao camelódromo, eles foram obrigados a mudar de endereço por conta da revitalização da via e tiveram de se adaptar ao local, considerado como sujo e inadequado na época.


”Fizemos pintura no local, reformamos parte da estrutura e tentamos melhorar o ambiente o máximo possível para atrair clientes. Mesmo assim, infelizmente, as vendas caíram em 60% e agora fechamos em média 30 negócios por semana. Aqui trabalham ao menos 120 vendedores, nos quais possuem toda a estrutura para atender um cliente interessado a realizar um financiamento e agora o nosso problema é outro”, diz o vice-presidente da Avav (Associação dos Vendedores Autônomos de Veículos), Raimundo Jorge da Silva.


O ‘problema’ na qual Silva se refere é antigo e existe muito antes da chegada dos vendedores a rodoviária. O Midiamax foi ao local e verificou que, além da prostituição aparente e tráfico de drogas, eles ainda convivem com uma andarilha que ‘vira e mexe’ tira a roupa e circula próxima aos vendedores.


”Sei que quem faz o ambiente somos nós, mas isso nos atrapalha muito. Ontem mesmo perdi clientes, já que um casal chegou interessado em comprar um carro e a mulher pediu ao marido para ir embora porque não queria mais ver aquela cena (se refere a mulher andando nua nos corredores)”, diz o vendedor Daniel Teixeira, 53 anos.


Os associados, sem ter muito que fazer, aguardam uma resposta de órgãos que eles disseram já ter solicitado uma ajuda. “Essa cena da mulher já aconteceu três vezes só este ano. Ela denigre a nossa imagem e parece que ninguém quer fazer nada. Solicitamos a Polícia Militar e eles disseram que tínhamos de falar com a Defesa Civil ou assistentes sociais”, diz o vice-presidente da Avav.


E a resposta da Defesa Civil, de acordo com Silva, é de que eles não possuem meios de puni-la, já que ela mora nas proximidades. “Conversamos até com a Guarda Municipal, que possui uma corporação instalada aqui. E a resposta foi de que eles cuidam somente dos patrimônios públicos e que não seria deles a obrigação, apesar de afastarem por diversas vezes a andarilha”, diz o vice-presidente da Avav.


A assessoria de comunicação da Prefeitura de Campo Grande afirma que o fato precisa ser averiguado pela Sas (Secretaria de Assistência Social), que possui uma ‘unidade móvel para recolher estas pessoas’. No caso, ela seria encaminhada para o Centro de Triagem do Imigrante, para que seja procurada a sua família ou então o destino correto. O telefone do órgão é: 3341 – 2505.

Jornal Midiamax