Geral

Atlético-MG vence Cruzeiro e comemora o vice-campeonato

Em jogo emocionante, disputado e repleto de alternativas, o Atlético-MG venceu o Cruzeiro, por 3 a 2, neste domingo, no Independência, em um clássico que honrou a tradição histórica. Ronaldinho Gaúcho, que desperdiçou pênalti, na etapa inicial, fez um gol ‘chorado’ no segundo tempo, cuja autoria foi assinalada indevidamente para Leonardo Silva, garantindo a igualdade […]

Arquivo Publicado em 02/12/2012, às 21h07

None

Em jogo emocionante, disputado e repleto de alternativas, o Atlético-MG venceu o Cruzeiro, por 3 a 2, neste domingo, no Independência, em um clássico que honrou a tradição histórica. Ronaldinho Gaúcho, que desperdiçou pênalti, na etapa inicial, fez um gol ‘chorado’ no segundo tempo, cuja autoria foi assinalada indevidamente para Leonardo Silva, garantindo a igualdade no marcador, e depois Réver faria o terceiro. Como o jogo em Minas terminou antes do clássico entre Grêmio e Internacional, houve uma espera dramática até vir a notícia do empate e a celebração.



A vitória atleticana foi intensamente comemorada em campo e fora dele. Cuca correu e vibrou muito, os jogadores também festejaram, enquanto aguardavam o término do jogo do Grêmio e Internacional, que estava atrasado, por causa de briga. O time atleticano precisava de um tropeço do tricolor gaúcho no Olímpico. Os atletas atleticanos e os torcedores não arredavam pé, aguardando o desfecho da partida em Porto Alegre. Chegaram a comemorar, mas o jogo ainda não havia acabado. Mas quando houve o aviso oficial do término do clássico gaúcho, empatado em 0 a 0, a explosão de alegria foi enorme.



Disputado com torcida única do Atlético-MG, já que no primeiro turno, com empate em 2 a 2, apenas cruzeirenses estiveram presentes, o clássico foi de novo empolgante. O time atleticano precisava vencer e torcer por tropeço do Grêmio contra o Internacional, para ser vice-campeão. Na despedida de Celso Roth, que não continuará no comando do time, o Cruzeiro queria atrapalhar os planos do rival e por pouco conseguiu.



A goleada sofrida pelo Atlético-MG para o Cruzeiro, por 6 a 1, há um ano, rondava o jogo deste domingo, pelo menos até a bola começar a rolar. A partir daí, o que se viu foi entrega total dos jogadores das duas equipes. Se os atleticanos tinham a força dada pelos empolgados torcedores, os cruzeirenses se motivavam com a eterna rivalidade e a possibilidade de manter jejum de cinco jogos sem derrota para o tradicional adversário.



O Atlético-MG abriu o marcador, com Bernard, permitiu o empate ao Cruzeiro, por meio de Martinuccio, na etapa inicial. No segundo tempo, o torcedor atleticano se calou de vez com o gol de Everton, colocando os rivais à frente, mas voltou a festejar duas vezes, embora os momentos finais tenham sido de tensão, especialmente pela substituição de Ronaldinho Gaúcho por Serginho. O Cruzeiro pressionou bastante no final.



O primeiro tempo começou em ritmo intenso. Com muita correria e disposição, as duas equipes disputavam cada lance com energia. Ambos recorriam também a faltas, quando necessária, para evitar ataques do adversário. O Cruzeiro esteve mais ofensivo no começo do clássico, mas viu o Atlético-MG sair em vantagem no marcador, com gol assinalado por Bernard, aos 5 min, quando aproveitou rebote de Leandro Guerreiro.



Apesar de estar em desvantagem no placar, o Cruzeiro não se abateu e continuou atacando. Por isso, criou e desperdiçou boas oportunidades para empatar. Na melhor delas, Tinga desviou bola cruzada por Marcelo Oliveira da esquerda, mas não pegou bem, e a trave evitou o gol celeste. Esse lance parecer ter despertado o time atleticano, que voltou a atacar, após 15 minutos quase que só se defendendo. Em rápido contra-ataque alvinegro, Guilherme recebeu de Ronaldinho e bateu com perigo.



Como todo clássico, não faltou catimba, reclamação dos dois lados e lances polêmicos. Houve até uma situação inusitada, na etapa inicial, quando Bernard perdeu a bola para Ceará e, na sequência, se desentendeu com o técnico Celso Roth, do Cruzeiro, que estava na sua área técnica. Segundo Bernard, ele foi xingado pelo treinador celeste, que, não deu a sua versão para o ocorrido.



Aos 37 min, o Atlético-MG esteve perto de ampliar o placar. No minuto anterior, o árbitro Paulo César Oliveira marcou pênalti de Leandro Guerreiro em Jô, que foi mal cobrado por Ronaldinho Gaúcho. Fábio fez a defesa, em cobrança rasteira, defendida com facilidade pelo camisa 1 celeste. No lance seguinte, Jô quase marcou, mas seu chute ficou na zaga. O castigo atleticano aconteceu aos 47 min, quando Montillo cruzou, da direita, e Martinuccio empatou, calando o Independência.



E o argentino comemorou o primeiro gol contra o Atlético-MG logo em seu primeiro clássico. “A gente errou muito, mas tive a oportunidade de fazer o gol”, destacou. Bernard, que fez seu 11º gol no Brasileirão, lamentou que o Atlético tenha sofrido o gol nos acréscimos da etapa inicial. “Vamos entrar mais forte no segundo tempo para sair com a vitória”, disse. Para Fábio, que defendeu o pênalti de Ronaldinho, o mais importante é que a equipe cruzeirense se dedicou bastante.



Os dois times voltaram com as mesmas formações e o Cruzeiro novamente começou em melhor em campo. Aos 5 min, o time ‘visitante’ fez o segundo gol e ficou à frente no marcador. Marcelo Oliveira encontrou Everton totalmente livre, para tocar na saída do goleiro Victor e fazer 2 a 1. Três minutos depois, Tinga e Leandro Donizete trocaram cotoveladas e foram expulsos, o que gerou um início de confusão, com empurrões entre os jogadores dos dois times.



Já do lado de fora do gramado os dois jogadores expulsos minimizaram o problema. “Ele me empurrou, eu empurrei ele, acertou o meu rosto e ele expulsou os dois, faz parte”, afirmou Leandro Donizete. “Foi um empurra-empurra normal, clássico tem isso toda hora”, observou Tinga. Com 10 jogadores em campo, o Atlético-MG empatou em lance confuso, em que a arbitragem deu gol para Leonardo Silva.



Depois do empate atleticano, a partida ficou ainda mais aberta e emocionante. O Atlético-MG atacava mais, mas no contra-ataque o Cruzeiro também levava perigo. Montillo quase marcou, em lance em que Richarlyson evitou e teve seu nome gritado em coro pela torcida. Fábio, pelo lado celeste, trabalhou muito e fez defesas difíceis, impedindo o terceiro gol alvinegro, que saiu aos 29 min do segundo tempo. Aos 44 min, Anselmo Ramon foi expulso, deixando o Cruzeiro com nove.


Jornal Midiamax