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Atirador confesso de advogado criminalista vai a júri em fevereiro

O acusado de ter atirado, em 2006, no advogado criminalista William Maksoud Filho, que veio a falecer dias após o crime, está com seu julgamento marcado, na 2ª Vara do Tribunal do Júri, em Campo Grande, para o dia 15 de fevereiro de 2013. O réu, foragido desde então, foi preso em março deste ano […]

Arquivo Publicado em 05/12/2012, às 12h19

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O acusado de ter atirado, em 2006, no advogado criminalista William Maksoud Filho, que veio a falecer dias após o crime, está com seu julgamento marcado, na 2ª Vara do Tribunal do Júri, em Campo Grande, para o dia 15 de fevereiro de 2013. O réu, foragido desde então, foi preso em março deste ano em Asunción, no Paraguai. R.C.M., de 30 anos, que se encontra preso preventivamente, foi pronunciado nesta segunda-feira (03), no artigo 121, § 2º, incisos I e IV, e no artigo 288, ambos do Código Penal.


De acordo com a denúncia, no dia 05 de abril de 2006, por volta das 9 horas, na rua José Antônio Pereira, centro de Campo Grande, R.C.M., juntamente com outro acusado, E.F., foram ao escritório da vítima em uma motocicleta. O segundo acusado pilotou até o destino e, quando chegaram, este entrou no estabelecimento de advocacia e comunicou à secretária que era um cliente e que havia marcado um horário. Nesse instante, o suposto cliente de posse de uma pistola rendeu o segurança enquanto R.C.M. entrou na sala onde se encontrava o advogado e efetuou diversos disparos.


Inicialmente, a vítima teve lesão corporal gravíssima, foi internado na Santa Casa de Misericórdia da Capital, mas faleceu dias depois.


Conforme consta nos autos, foi narrado pela acusação que a vítima prestara serviços advocatícios ao Primeiro Comando da Capital (PCC), recebendo o veículo S-10 e cerca de R$ 100 mil para transferir um membro do grupo aos estabelecimentos prisionais de Campo Grande. O advogado não obteve êxito e, em razão disso, o grupo exigiu a devolução do pagamento efetuado.


A vítima, conforme o processo, reembolsou somente a quantia de aproximadamente R$ 30 mil, tendo por imposição do PCC que arcar com o restante da dívida mediante a prestação de serviços. Todavia, William negou-se ao imposto e foi assassinado.


A denúncia do MPE incluiu o motivo torpe “diante da execução da vítima por dívida, bem como que utilizaram de recurso que dificultou a defesa dela, pois foi colhida de surpresa, enquanto estava trabalhando em seu escritório, distraída nos seus afazeres”.


O juiz titular da 2ª Vara do Tribunal do Júri, Aluizio Pereira dos Santos, salienta que, neste mesmo crime, além do réu que ora vai a julgamento em 2013, por conta da fuga para o Paraguai, foram pronunciados ainda P.E.N.A., E. dos S.P. e E. dos S.P., todos condenados, estando cumprindo pena.


Pelo fato de R.C.M. estar foragido desde o dia do crime, o processo e o prazo prescricional foram suspensos. Preso em Asunción, o réu teve formalizado o pedido de extradição para Campo Grande e, em março de 2012, foi dado cumprimento ao mandado de prisão. Assim, o processo volta a tramitar na Justiça Estadual.


R.C.M. confessou a autoria do crime durante interrogatório presidido pelo magistrado.

Jornal Midiamax