Geral

Vencedora de olimpíada brasileira diz que nem gosta muito de química

A estudante Débora Letícia Nogueira, 15 anos, do interior do Ceará , venceu 161 mil candidatos e tirou nota máxima na Olimpíada Brasileira de Química Júnior deste ano. Ela e outros dois competidores, um de Brasília e outro de Fortaleza, obtiveram as maiores notas na Olimpíada. “Química nem é a matéria que eu mais gosto, […]

Arquivo Publicado em 04/12/2011, às 11h49

None

A estudante Débora Letícia Nogueira, 15 anos, do interior do Ceará , venceu 161 mil candidatos e tirou nota máxima na Olimpíada Brasileira de Química Júnior deste ano. Ela e outros dois competidores, um de Brasília e outro de Fortaleza, obtiveram as maiores notas na Olimpíada.


“Química nem é a matéria que eu mais gosto, mas meu professor me influenciou e me inscrevi”, explica a vencedora.


A aluna do 9º ano da Escola Modelo de Iguatu disse que o resultado animou toda a família e a direção do colégio, que chegou a soltar fogos de artifício e preparar uma cerimônia para a entrega da medalha. Ao todo, 161 mil estudantes do ensino médio de todo o país disputaram a Olimpíada.


Na primeira fase da competição, composta por 20 questões objetivas, Débora conseguiu uma nota acima da média. Na segunda fase, que aconteceu em outubro e com questões subjetivas, ela repetiu o desempenho e confirmou o favoritismo criado pela família.


“Já esperávamos um resultado bom, mas mesmo assim ficamos muitos felizes quando anunciaram”, conta.


Essa foi a segunda vez que Débora participou da Olimpíada. Em 2010, ela havia ganhado uma menção honrosa e disse que se sentiu motivada para tentar novamente esse ano.


 “Já é de família o gosto pelo estudo. Meus pais não são de origem rica, então sempre fui influenciada a estudar para vencer na vida”, afirma Débora.


Filha de pai e mãe advogados, a estudante tem duas e irmãs e está se preparando para morar com familiares em Fortaleza, onde vai fazer o ensino médio em uma escola particular que ofereceu uma bolsa após saber do desempenho dela na Olimpíada.


“Estou animada. Já pensava em ir no ensino médio para Fortaleza e recebi justamente a proposta do colégio que pretendia estudar”, confirma.


Nos próximos três anos, Débora pretende se preparar para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), quando vai tentar uma vaga no curso de Direito da Universidade Federal do Ceará (UFC). 


“O convívio com meus pais que são advogados fez eu me identificar com a área”, justifica. A área de humanas também é apontada pela aluna quando ela cita as disciplinas que mais gosta de estudar: história e português.


A advogada Ana Paula Nogueira, mãe de Débora, disse que a divulgação do resultado gerou muita expectativa entre os familiares. “O resultado atrasou cinco dias por conta da greve dos correios, e quando saiu, era uma madrugada e acordei a Débora e liguei para todos os nossos familiares que moram em Fortaleza e em Brasília para contar. Foi uma emoção muito grande”, afirma Ana Paula.


A mãe da vencedora também conta que a filha sempre gostou de estudar e acha que a influência dela e do marido pode ter ajudado no sucesso de Débora. “É como dizemos: ‘Filho de pobre não tem outra escola’, e a Débora sempre gostou de estudar”, afirma.


O pai de Débora, José Alderico de Oliveira, diz que as habilidades da filha vão além da Química. “Ela também sabe desenhar e gosta muito de andar a cavalo. Desde pequena, a Débora sempre foi uma das primeiras na sala de aula”, ressalta.

Jornal Midiamax