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Resultado de DNA de vítimas do AF 447 sai em seis dias, dizem autoridades francesas

Os resultados dos testes que tentam extrair o DNA dos ossos das duas vítimas retiradas dos destroços do voo 447 da Air France deverão ser conhecidos na próxima quarta-feira (18). Segundo o procurador-adjunto do Tribunal de Grande Instância de Paris, Jean Quintard, caso os resultados sejam negativos, nenhum outro corpo será retirado do fundo do […]

Arquivo Publicado em 12/05/2011, às 15h43

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Os resultados dos testes que tentam extrair o DNA dos ossos das duas vítimas retiradas dos destroços do voo 447 da Air France deverão ser conhecidos na próxima quarta-feira (18). Segundo o procurador-adjunto do Tribunal de Grande Instância de Paris, Jean Quintard, caso os resultados sejam negativos, nenhum outro corpo será retirado do fundo do mar.

“Se não for possível extrair o DNA e identificar os corpos, será inútil resgatá-los”, disse Quintard a jornalistas, na sede do Escritório de Investigações e Análises (BEA, na sigla em francês), logo após a chegada das duas caixas-pretas do Airbus A330 a Paris hoje (12) cedo. Os dois equipamentos serão abertos esta tarde.

“Se apenas um dos testes for positivo e conseguirmos extrair o DNA de apenas uma das vítimas, continuaremos os resgates”, disse o procurador-adjunto de Paris. Os testes estão sendo realizados por um laboratório privado francês. Para extrair o DNA dos corpos, os especialistas devem utilizar ossos grandes, como o fêmur ou a tíbia.

“Os corpos ficaram quase dois anos a 3,9 mil metros de profundidade e a natureza seguiu seu curso. Existem incertezas em relação à possibilidade de se conseguir extrair o DNA ósseo nessas condições”, afirmou o coronel François Daust, do Instituto de Pesquisas Criminais da Polícia Militar francesa, que conta com especialistas e legistas a bordo do navio utilizado no resgate dos corpos.

“Faremos todo o possível para resgatar os corpos”, ressaltou o coronel, sem dar detalhes sobre como seriam os procedimentos para selecionar os corpos menos deteriorados no fundo do mar.

Segundo o coronel Xavier Mulot, da direção da Polícia dos Transportes Aéreos, que conduz as investigações judiciárias, cerca de 50 corpos foram localizados na área dos destroços do avião, que caiu no Atlântico em 2009.

Parentes das 59 vítimas brasileiras exigem que todos os corpos sejam resgatados, independentemente do estado em que se encontram.

Jornal Midiamax