Geral

Repressão aos protestos no Iêmen deixa 30 feridos

A repressão aos protestos no Iêmen deixou 30 feridos a bala neste sábado em Taez, ao sul de Sanaa, quando civis armados abriram fogo em direção a manifestantes que exigiam a saída do ditador Ali Abdullah Saleh, informaram fontes médicas. Os feridos foram levados a um hospital de campanha perto da Praça da Liberdade, epicentro […]

Arquivo Publicado em 14/05/2011, às 19h05

None

A repressão aos protestos no Iêmen deixou 30 feridos a bala neste sábado em Taez, ao sul de Sanaa, quando civis armados abriram fogo em direção a manifestantes que exigiam a saída do ditador Ali Abdullah Saleh, informaram fontes médicas. Os feridos foram levados a um hospital de campanha perto da Praça da Liberdade, epicentro dos protestos em Taez, e segundo as mesmas fontes, uma das vítimas já tem morte cerebral.


O ataque é reflexo de uma persistente tensão no Iêmen, onde é aguardada a chegada do mediador do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), Abdelatif Zayani, para tentar reativar o plano de solução para a crise proposto pelo CCG. Os partidários do regime de Saleh atiraram contra uma passeata de milhares de pessoas na principal avenida de Taez, segunda maior cidade do país e um dos principais focos do protesto popular. Os manifestantes conseguirarm deter três dos atiradores e os entregaram ao comitê da organização do protesto.


Em Taez, as pessoas aderiram amplamente ao chamado à greve geral lançado pelo movimento de protesto. O mesmo aconteceu em províncias do sul como Aden, Lahej e Abyan, mas houve adesão apenas parcial em Sanaa e na província de Shabwa (sudeste), dizem moradores locais. As monarquias do CCG propuseram um plano de solução para a crise que prevê a formação pela oposição de um governo de reconciliação, a demissão de Saleh e finalmente uma eleição presidencial.


Contudo, Saleh, que está no poder há 33 anos, não aceitou as novas propostas e na sexta-feira ameaçou “denfender-se por todos os meios” contra a oposição que pede sua renúncia. Desde o início das manifestações, no final de janeiro, ao menos 179 pessoas morreram.

Jornal Midiamax