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PT aprova convite para Lula liderar movimento pela reforma política

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PT-RS), afirmou nesta quinta-feira (17) que a executiva nacional do partido vai enviar na próxima semana um convite ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que ele assuma a missão de estruturar um movimento nacional pela aprovação da reforma política. A ideia foi aprovada pela cúpula […]

Arquivo Publicado em 17/03/2011, às 18h46

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O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PT-RS), afirmou nesta quinta-feira (17) que a executiva nacional do partido vai enviar na próxima semana um convite ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que ele assuma a missão de estruturar um movimento nacional pela aprovação da reforma política.


A ideia foi aprovada pela cúpula petista durante reunião nesta quinta. Segundo Costa, Lula já havia manifestado interesse em trabalhar pela aprovação de uma reforma do sistema político-eleitoral do país quando deixasse o Planalto. “O que estamos fazendo agora é chamá-lo para assumir essa tarefa de liderar esse grande movimento nacional pela reforma política”, afirmou Costa.


Atualmente, duas comissões debatem a elaboração de um projeto de reforma política no Congresso. Um grupo atua no Senado e o outro foi criado na Câmara. Tanto deputados quanto senadores atuam de maneira independente nos debates e devem elaborar propostas distintas que serão unificadas ao final do trabalho das comissões.


Considerada um tema polêmico e de grande discordância entre os congressistas, a reforma, na avaliação da cúpula petista, precisará de um grande movimento da sociedade para ser aprovada no Legislativo federal. É esse papel de reunir apoio para pressionar o Congresso que o PT quer delegar a Lula.


Além do convite ao presidente, a Executiva do PT definiu pontos da reforma que o partido irá defender institucionalmente. Os petistas irão apoiar a adoção do voto proporcional em lista a partir de um ordenamento previsto em lei, o financiamento público de campanha, além do fim das coligações proporcionais e o reforço da fidelidade partidária. Os petistas serão contra a instituição do voto distrital.

Jornal Midiamax