Ao longo de 3 meses, foram 165 apresentações para alunos de 72 escolas públicas e privadas do Estado

O projeto Na Ponta da Língua, desenvolvido pelo Sesi (Serviço Social da Indústria) para esclarecer dúvidas sobre as alterações implementadas pelo novo acordo ortográfico da língua portuguesa, encerrou-se em MS, beneficiando 37.872 estudantes de 72 escolas públicas e privadas de 39 municípios ao longo dos últimos três meses. Por meio de apresentações teatrais e distribuição de cartilhas, o grupo XPTO, de São Paulo (SP), manteve os estudantes informados sobre as principais alterações ortográficas.
 
Os 39 municípios beneficiados foram Campo Grande, Terenos, Maracaju, Rio Brilhante, Caarapó, Ivinhema, Aquidauana, Corumbá, Ladário, Miranda, Jardim, Bonito, Nioaque, Sidrolândia, Bandeirantes, São Gabriel do Oeste, Sonora, Coxim, Rio Verde, Costa Rica, Chapadão do Sul, Paranaíba, Inocência, Ribas do Rio Pardo, Água Clara, Três Lagoas, Brasilândia, Santa Rita do Pardo, Bataguassu, Anaurilândia, Nova Andradina, Naviraí, Porto Murtinho, Bataguassu, Eldorado, Coronel Sapucaia, Dourados, Iguatemi, Amambai e Aral Moreira.
 
Avaliação
Segundo o presidente da Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul), Sérgio Longen, O projeto foi uma iniciativa ousada do Sistema Indústria, por meio do Sesi, de contribuir para esclarecer as dúvidas que sugiram com as novas regras da reforma ortográfica da língua portuguesa. “A revisão ortográfica foi concluída e precisamos levar a informação para as pessoas, principalmente aos nossos jovens. Com quase 38 mil estudantes beneficiados de 39 cidades, atendemos o nosso objetivo”, avaliou.
 
De acordo com o coordenador-geral da produção do Na Ponta da Língua, Ricardo Reichmann, Mato Grosso do Sul foi o Estado com o maior número de estudantes beneficiados pelo projeto. “Os atores e toda a produção gostou muito de trabalhar nesse período no Estado. Eles sentiram-se atraídos a todo o momento pela receptividade dos alunos, que foi sempre positiva, além das belezas naturais, que puderam desfrutar”, disse.
 
A peça
O diretor da peça, Osvaldo Gabrieli, explica que a história contou com 5 personagens, entre eles, o casal de bonecos “João e Maria”, além do “Senhor A”, responsável transcorrer da apresentação. “A peça foi uma forma lúdica e simples que encontramos para explicar as regras de ortografia às crianças, pré-adolescentes e adolescentes, pois a sala de aula traz o lado mais formal dentro de uma cartilha já estabelecida, enquanto o teatro é mais libertador”, analisou.
 
Alunos
Para a aluna da Escola Municipal de Rio Brilhante, Heloisa Sovilha, a apresentação foi muito produtiva. “Nós alunos necessitamos de cada vez mais incentivo como esse para aprendermos de forma interessante e prazerosa. Depois da apresentação a nova ortografia se tornou mais fácil”, disse. Já o estudante Henrique Moura Barbosa, da Escola Nova Geração, de Campo Grande, o teatro conseguiu prender a atenção de todos os seus colegas. “Todos ficaram atentos do início ao fim, conseguimos nos divertir e aprender o novo acordo ortográfico”, disse.
 
“Foi muito divertido e acho que foi uma boa ideia usar o teatro para falar da gramática. Eu consegui aprender algumas coisas como o que mudou na acentuação e no hífen”, disse a estudante Handrea Theme de Oliveira, aluna de uma das escolas municipais de Terenos. Já o aluno Caio Flávio França, do CMCG (Colégio Militar de Campo Grande), disse que agora as regras se tornaram mais fáceis de ser lembradas. Da mesma forma pensa a aluna Angela Gabriela Miranda, também do CMCG, que se divertiu muito durante a apresentação. “Achei muito inteligente a forma como eles procuraram passar o conteúdo, pois mexeu com todos os nossos sentidos”, salientou.