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Peregrinos e palestinos cristãos recebem patriarca latino em Belém

Milhares de peregrinos de todo o mundo, assim como os cristãos palestinos, receberam o patriarca latino Fouad Twal neste sábado na Praça da Manjedoura de Belém em uma colorida cerimônia, celebrada como uma espécie de preparação para a realização da Missa do Galo. Ao som de música natalina, centenas de crianças de movimentos juvenis receberam […]

Arquivo Publicado em 24/12/2011, às 21h05

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Milhares de peregrinos de todo o mundo, assim como os cristãos palestinos, receberam o patriarca latino Fouad Twal neste sábado na Praça da Manjedoura de Belém em uma colorida cerimônia, celebrada como uma espécie de preparação para a realização da Missa do Galo.


Ao som de música natalina, centenas de crianças de movimentos juvenis receberam a chegada da máxima autoridade religiosa da Igreja Católica na Terra Santa. Trata-se de uma velha tradição: o Monsenhor passa pela Cidade Antiga de Jerusalém escoltado pela Polícia israelense, entra em Belém e segue para a Praça da Manjedoura.


Apesar da proximidade com o conflito entre judeus e palestinos, a Igreja parece mais preocupada com a situação dos cristãos em outros países da região, principalmente após os distúrbios da Primavera Árabe. Em algumas regiões, alguns centros cristãos chegaram a ser alvo de ataques por grupos radicais islâmicos.


“Falando com Mahmoud Abbas (o presidente palestino), eu percebi que ele estava muito preocupado com a situação no Egito e na Síria… falávamos sobre as consequências que a Primavera Árabe poderia trazer para a região e para o mundo”, disse à agência Efe o padre Artemio Vítores, vice-custodio franciscano da Terra Santa e um dos religiosos que aguardava a chegada de Twal à Praça da Manjedoura.


O patriarca, assim como o presidente Abbas, jantará esta noite com os franciscanos e voltará para a celebração da esperada Missa do Galo, que será transmitida ao mundo todo através da televisão palestina.


Em sua homilia de natal, monsenhor Twual advertirá sobre as mudanças radicais no Oriente Médio e cobrará dos líderes religiosos uma postura mais participativa, capaz de evitar que a Igreja fique à margem do destino dos povos da região.


“Nossa região está atravessando mudanças raciais que afetam nosso presente e nosso futuro. Não podemos ficar como meros espectadores. Nós, os líderes espirituais – que temos os destinos dos povos em nossas mãos – devemos fazer o possível para proteger nosso povo e atender suas aspirações”, reza a homilia que será pronunciada durante a Missa do Galo em Belém.

Jornal Midiamax