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“O tráfico perdeu”, diz Secretário de Segurança sobre operação na Rocinha

O Governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, falou com jornalistas sobre a Operação Choque de Paz nas comunidades da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu, momentos antes de entrar na coletiva de imprensa no 23º BPM (Leblon). O político aproveitou para agradecer à presidente Dilma Rousseff, à prefeitura do Rio e aos […]

Arquivo Publicado em 13/11/2011, às 15h56

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O Governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, falou com jornalistas sobre a Operação Choque de Paz nas comunidades da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu, momentos antes de entrar na coletiva de imprensa no 23º BPM (Leblon).


O político aproveitou para agradecer à presidente Dilma Rousseff, à prefeitura do Rio e aos órgãos de segurança envolvidos na operação conjunta deste domingo. “Há cinco meses tive uma reunião com a Dilma para pedir que o Exército ficasse mais tempo no Complexo do Alemão e no Complexo da Penha e foi por este motivo que conseguimos avançar nesta operação na Rocinha e no Vidigal”, disse.


O secretário de segurança, José Mariano Beltrame, também aproveitou o momento para agradecer o trabalho dos “valorosos policiais”. “Numa ação desta, alguém perde e alguém ganha. Nessa situação, o tráfico perdeu”, disse.


Beltrame também destacou o trabalho unificado da das policias Militar, Civil e Federal em conjunto com as Forças Armadas e a Marinha. De acordo com ele, as Forças Especiais do Bope e do Batalhão de Choque permanecerão na comunidade até fazer a transição do território para policiais comunitários, mas não há uma data prevista.


Sobre o paradeiro dos 200 bandidos desaparecidos – apenas um traficante foi preso na operação – o governador Sérgio Cabral se esquivou. “Você tem que perguntar isso ao secretário de segurança. Governador não é especialista em segurança, é gestor de pessoas”, rebateu. Já Beltrame admitiu que ainda há muitos bandidos foragidos, mas que o principal objetivo das forças policiais era de devolver o território para o Estado e para a população.


“Esse trabalho ainda é muito prematuro, temos apenas 4h de operação, e agora foi dado o ponto para que as instituições começassem a varredura”, informou Beltrame. “Já temos armas e motocicletas apreendidas, mas a área é muito grande”, continuou, informando que até o fim do dia se reunirá novamente com a imprensa com novas informações. Mochilhas proibidas durante varreduras.


 O chefe de Estado Maior Operacional da PM, Coronel Pinheiro Neto, confirmou, ainda, que os policiais que fazem a varredura na Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu foram orientados a não usar mochilas. Só é permitido em casos excepcionais para o transporte de equipamentos especiais, como explosivos.

Jornal Midiamax