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Nhá-Nhá recebe ação social em terreno que já foi chamado de “campo da morte”

Além de cursos, a ação oferece atrações para crianças e prestação de serviços. Segundo alguns moradores, o local onde está sendo executada a ação social já foi chamado de “campo da morte” por causa do grande número de crimes ocorridos em época de maior violência naqueles bairros.

Arquivo Publicado em 23/10/2011, às 14h30

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Além de cursos, a ação oferece atrações para crianças e prestação de serviços. Segundo alguns moradores, o local onde está sendo executada a ação social já foi chamado de “campo da morte” por causa do grande número de crimes ocorridos em época de maior violência naqueles bairros.

A Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul), realiza neste domingo (23), uma ação social com cursos gratuitos e outros serviços em um terreno na região da vila Nhá-Nhá, localizado no cruzamento das ruas Minuano e Ébano. Além dos cursos, a ação oferece atrações para crianças e prestação de serviços.

Segundo alguns moradores, o local onde está sendo executada a ação social já foi chamado de “campo da morte” por causa do grande número de crimes ali ocorridos em época de maior violência naqueles bairros.

“Aqui era o campo da morte, onde havia choque entre gangues e vendas de drogas”, diz o comerciante Antônio Carlos Conceição de 50 anos.

No último dia 17 de agosto, uma operação com 300 policiais cumpriu mandados de busca e apreensão ao tráfico de drogas e outros delitos. Foi a ação Pacificação Pró-Morar, que cumpriu 12 mandados de prisão expedidos pela 2º Vara Criminal da Capital e atuou para coibir a criminalidade no bairro.

“Aqui era um campo de futebol, acredito que estão fazendo esse evento aqui por conta do que esse lugar já foi um dia”, argumenta o policial civil aposentado Ary Barbosa de Souza, de 64 anos.

“Melhorou [após a operação], era muito violento, tinha muita droga”, conta Vera Lúcia Lorenço, 54, trabalhadora de serviços gerais que mora no bairro há 10 anos.

Mesmo com a melhora, populares também afirmam que o tráfico de drogas ainda é rotina no bairro. “É… melhorou, mas mesmo assim, mesmo com a polícia aqui, se você der uma volta na quadra vai encontrar [traficantes]”, diz um pedreiro de 56 anos.

“Não está às mil maravilhas, muita coisa está do mesmo jeito”, diz uma dona de casa de 54 anos. A reportagem preferiu não identificar os moradores.

De acordo com o comandante geral da PM em MS, coronel Carlos Alberto Davi dos Santos, a ação foi uma repressão ao tráfico no local com fechamento de bocas de fumo e com cumprimento de mandados de prisão. “É necessário realçar que a comunidade também tem que ajudar, por isso a polícia também faz um trabalho de aproximação com a comunidade”, diz.

Dados estatísticos do Núcleo de Estatística e Análise Criminal da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), o número de furtos na região diminuiu 44% enquanto os roubos caiu 50%.

Jornal Midiamax