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Ministros do G20 pedem que países da União Europeia reforcem fundo de estabilidade financeira

Os ministros das Finanças do G20, grupo das 20 maiores economias do mundo, pediram hoje (15) aos países europeus que procurem soluções para evitar que a crise da dívida soberana europeia contagie resto do mundo, reforçando a capacidade do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF). “Aguardamos decisões adicionais que potenciem a força do FEEF para […]

Arquivo Publicado em 15/10/2011, às 17h28

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Os ministros das Finanças do G20, grupo das 20 maiores economias do mundo, pediram hoje (15) aos países europeus que procurem soluções para evitar que a crise da dívida soberana europeia contagie resto do mundo, reforçando a capacidade do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF).


“Aguardamos decisões adicionais que potenciem a força do FEEF para controlar o contágio, bem como o resultado do Conselho Europeu de 23 de outubro”, disseram, em declaração conjunta, os ministros das Finanças e governadores de bancos centrais dos 20 países mais ricos.


Os países do G20 se comprometeram a continuar a possibilitar, por meio de seus bancos centrais, o acesso ao crédito para garantir a liquidez do sistema financeiro e a capitalização adequada das entidades financeiras. Também defenderam que o Fundo Monetário Internacional (FMI) “disponha de recursos adequados” para enfrentar crises como a atual.


Ao sair do encontro de dois dias em Paris, o ministro das Finanças francês, François Baroin, disse que os resultados da reunião de cúpula europeia de 23 de outubro serão decisivos para o crescimento mundial. Os europeus prometeram, até o encontro, apresentar uma resposta “global e duradoura” perante a crise da dívida soberana, segundo o ministro francês, que presidiu os trabalhos que terminaram esta tarde em Paris.


Sobre o FMI, Baroin disse que os membros do G20 concordaram que o FMI deverá dispor constantemente de fundos para enfrentar qualquer crise global. O reforço ao FMI será debatido na reunião de chefes de Governo do G20, em 3 e 4 de novembro em Cannes, no Sul da França.


Segundo o ministro francês, os resultados do encontro do próximo mês serão decisivos não apenas pela definição do tamanho dos aportes ao FMI. Isso porque, durante a reunião, os Estados Unidos esclarecerão as medidas de contenção do orçamento, e a China detalhará o compromisso para reequilibrar o crescimento econômico.


Jornal Midiamax