Lindeuriane da Vera Cruz, 37 anos, mãe do menino Rafael, 9 anos, que foi abandonado na madrugada de segunda para terça-feira, na BR-163, na saída para São Paulo, recebeu a reportagem na tarde desta sexta-feira para dar sua versão sobre o fato. No seu relato, diz que não defendeu o menino na hora do abandono porque estava dopada por conta de medicamentos que seu companheiro teria colocado em três latas de cerveja e a obrigado a beber.

Na versão da mãe, na sexta-feira, 5, ela estava co o companheiro, identificado como Sandro, em um posto de combustíveis. Os dois bebiam quando um ex-namorado dela passou e a cumprimentou. Este seria, na opinião dela, o pano de fundo da história que culminou no abandono da criança.

Lindeuriane diz que depois do “encontro” com o ex dela no posto, Sandro passou a ficar agressivo com ela e o filho. Na segunda-feira à noite ele afirma que saiu com Sandro para fazerem compras, depois numa conveniência e retornaram para casa. Lá, o companheiro dela se irritou com o enteado porque a criança não tinha guardado seus brinquedos. Na versão de Sandro, o garoto acompanhou o casal ao supermercado e bar.

A mãe do menino narra que Sandro, já estressado, ligou o som alto, eles discutiram e o seu companheiro a espancou. Na versão dela, o homem a obrigou a tomar três latas de cerveja e as entregou já aberta. Ela acredita que ele colocou uma espécie de sonífero na bebida o que provocou um desmaio nela.

Enquanto estava desmaiada, prossegue a mulher, Sandro bateu em seu filho. Já com a consciência de volta, diz que os três saíram para comer cachorro quente. Depois disto, o companheiro dirigiu até a BR-163 e abandonou o garoto.

Já de volta para casa, Lindeuriane garante que foi obrigada a manter relações sexuais com Sandro. Depois do ato ele quebrou seu celular e a trancou no quarto. Ainda na versão da mulher, no dia seguinte seu companheiro a obrigou a sair correndo na rua gritando que Rafael havia sumido.

Ela aproveitou para ligar (telefone utilizado por ela não informado) e pedir socorro para uma parente que a levou para cuidados médicos em um posto de saúde, de onde foi convidada a comparecer na Delegacia Especializada de Atendimento à Criança e Adolescente (DEPCA).