A vítima destacou que os relatos dos comerciantes do centro de Campo Grande são assustadores e que até camisinhas usadas são encontradas nas portas das lojas

Medo e insegurança tomaram conta do comerciante Renato Pinheiro da Silva, de 37 anos, na manhã deste sábado (26), após chegar a sua loja e ver a porta toda baleada. “Chega perto das 19h, não tem jeito, a gente tem que ir embora mesmo, fica muito perigoso”, conta Renato, que há dez anos tem o estabelecimento na Rua 15 de Novembro, entre a Rui Barbosa e a 13 de Maio, no centro de Campo Grande.

Foram disparados três tiros contra a porta, que perfuraram a primeira de ferro, a segunda de vidro e chegou até a parede, nos fundos do prédio. Para o comerciante, o problema é gerado pela falta de policiamento. “Aqui à noite tem muita malandragem, travesti, garotas de programa, venda de drogas e não tem segurança”, reclama.

Se parar para ouvir as histórias dos comerciantes da região, os relatos e receios são bem parecidos. “Quando chego de manhã, até camisinha encontro jogada aqui na frente”, conta Reinaldo Medeiros, de 45 anos, dono da banca em frente à loja de Renato.

Com o ponto no local há sete anos, Reinaldo diz que já teve a banca arrombada duas vezes. “A polícia sabe do que acontece aqui, mas não toma providência”, acredita. Embora também tenha medo, o comerciante dá a dica para conviver com menos problemas. “Mantenho a política da boa vizinhança com os malandros, não dá pra bater de frente com eles”, conta.