O acampamento Tekoha Guaiviry foi atacado por cinco camionetes com cerca de 40 homens armados por volta das 6h de hoje. Veja o vídeo onde os índios denunciam o massacre

O vereador indígena de Caarapó, Otoniel Ricardo (PT), representando o Conselho Continental Grande Povo Guarani, juntamente com as lideranças indígenas Valdir Turiba, ‘Zezinho’ do conselho Aty Guaçu e Eliseu Lopes, representante da  Apib (Articulação do Povo Indígena do Brasil), acompanhados do antropólogo Tonico Benites, da consultoria indígena do MEC, se dirigem neste momento para a região de Amambai.

O grupo deve acompanhar o caso do assassinato da liderança Guarani-Kaiowá Nizio Gomes, que teria sido morto por milícia de fazendeiro na região da fronteira. O indígena liderou a reocupação do Tekoha Guaiviry, que está sub júdice, depois de firmado TAC (Termo de Ajuste de Conduta) entre Ministério Público Federal, FUNAI (Fundação Nacional do Índio) e lideranças indígenas.

A Polícia Federal e a Força Nacional baseada em Ponta Porã, também se deslocam para o região do Tekoha Guaiviry, onde já esta Funai conforme informações obtidas pelo Midiamax.

Chacina

Na manhã desta sexta-feira (18), por volta das 6h, a ocupação índigena Tekoha Guaiviry foi atacada por cinco camionetes com um grupo de homens fortemente armados, três dos quais trajando uniformes militares, abriram fogo contra os índios acampados. As informações são de que Nizio Gomes, líder da aldeia Guarani-Kaiowá de Amambai, uma criança e uma mulher foram mortos, seus corpos carregados e camionetes e levados do acampamento para um local desconhecido.

A ocupação

Os índigenas da etnia Guarani-Kaiowá que estavam assentados na beira da rodovía BR-163 retomaram recentemente as terras após realizar o Aty Guaçu, grande reunião de lideranças da etnia, na quarta-feira (16), um ato de solidariedade ao grupo de Guaiviry. Segundo informações, depois da visita ao local, o ônibus dos indígenas foi retido por fazendeiros armados, sendo liberado após várias horas de negociação com os indígenas.

A área em disputa faz parte de um TAC (Termo de Ajuste de Conduta) assinado em Brasília, entre o Ministério Público Federal, a Funai e todas as lideranças indígenas da região, em novembro de 2007.

O TAC prevê a retomada dos “Tekoha”, a área tradicional originária de cerca de 39 comunidades indígenas, expulsas da terra, remotamente, por fazendeiros que ocuparam a área.

Assista ao vídeo em que os índios denunciam o massacre: