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Jacini diz que contrato com prédio da Cepol foi renovado por falta de opções

Sobre a renovação do prédio onde funciona o Cepol (Centro Especializado da Polícia Civil), localizado na avenida Ceará em Campo Grande, notificado pela Vigilância Sanitária no ano passado em razão das precárias condições, o secretário de Segurança Wantuir Jacini disse na manhã desta quinta-feira (10), que não existe outro lugar para comportar todas as delegacias […]

Arquivo Publicado em 10/11/2011, às 15h45

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Sobre a renovação do prédio onde funciona o Cepol (Centro Especializado da Polícia Civil), localizado na avenida Ceará em Campo Grande, notificado pela Vigilância Sanitária no ano passado em razão das precárias condições, o secretário de Segurança Wantuir Jacini disse na manhã desta quinta-feira (10), que não existe outro lugar para comportar todas as delegacias do local.

A afirmação foi feita durante a incineração de mais de 10 toneladas de drogas nas caldeiras do frigorífico Bertin em Campo Grande.

O contrato assinado pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), no dia 28 de outubro com o proprietário Paulo Tadeu Haendchen que também advoga em causas pessoais do governador André Puccinelli é válido até 31 de outubro de 2012.

O novo valor para uso das instalações saltou de R$ 10.680 mil mensais para R$ 12.030 mil que aponta um reajuste de 12,64%, valor esse acima do índice IGPM-FGV do acumulado dos últimos 12 meses que foi de 7, 462%.

O aluguel dos 12 meses no prédio de 3.988,10 m² composto por dois pavimentos em alvenaria e que causa polêmica custará R$ 144.360 mil do dinheiro público.

Alexandre Barbosa, presidente do Sindicato da Polícia Civil (Sinpol), disse à reportagem que já houve a sugestão de levar as especializadas para o antigo Fórum de Campo Grande, que hoje é Memorial da Cultura Apolônio de Carvalho na avenida Fernando Correia da Costa, Centro.

Além das condições no prédio, policiais civis também querem um aumento igual ao estado de Mato Grosso, onde investigadores recebem R$ 3.900 mil contra os R$ 2.100 mil de MS. O salário é o menor do Centro Oeste e o 18° mais baixo do País, segundo o Sinpol.
Policiais civis de Campo Grande se reuniram em frente ao Cepol (Centro de Polícia Especializada da Capital) nesta quarta-feira (9), onde paralisaram as atividades por 24 horas como forma de protesto.

Sobre um aumento salarial, o secretário diz a data base existe justamente para o reajuste. Em relação a negociações junto ao governador, Jacini afirma que não pode responder por Puccinelli.

O prédio onde está o Cepol abriga ainda a DEAIJ (Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude), DEDFAZ (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Defraudações, Falsificações Falimentares e Fazendários); DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídio), DEOPS (Delegacia Especializada de Ordem Política e Social) e Polinter (Delegacia Especializada de Polinter e Capturas). (Colaborou Eliane Souza)

Jornal Midiamax