Geral

Itália vende 3 bilhões de euros em títulos; juros disparam

O Tesouro da Itália pagou yields (prêmio para investidores) mais altos do que no leilão anterior, mas vendeu 3 bilhões de euros em seu bônus de cinco anos, informou o Banco da Itália, o banco central. Os mercados acompanharam atentamente o leilão, uma vez que os custos de financiamento da Itália têm disparado em meio […]

Arquivo Publicado em 14/11/2011, às 17h54

None

O Tesouro da Itália pagou yields (prêmio para investidores) mais altos do que no leilão anterior, mas vendeu 3 bilhões de euros em seu bônus de cinco anos, informou o Banco da Itália, o banco central.


Os mercados acompanharam atentamente o leilão, uma vez que os custos de financiamento da Itália têm disparado em meio aos temores de que as finanças públicas do país estejam saindo de controle. A emissão foi uma reabertura de um papel lançado este ano.


Os bônus com vencimento em 15 de setembro de 2015 ofereceram cupom de 4,75%. O yield ficou em 6,29%, acima dos 5,32% pagos no leilão anterior, realizado em 13 de outubro.



Bem-vindo, mas nem tanto
Ao noticiar a turbulência no mercado financeiro europeu, o jornal espanhol El País comentou que as boas-vindas ao economista Mario Monti — substituto do premiê Silvio Berlusconi na Itália — durou pouco. Uma hora e meia depois da abertura, todas as bolsas da Europa operavam em vermelho.


A pressão contra os títulos de dívida da Itália e da Espanha voltou a aumentar depois que o Tesouro italiano emitiu bônus com prazo de cinco anos, analisa o El País. Isso significa que, ao comprar os papéis, os investidores querem retorno maior diante do risco do país.


O leilão dos títulos fechou com o preço mais alto da era euro, com alta nos juros de até 6,29%, e baixa demanda, “o que talvez seja mais preocupante”, segundo o diário espanhol.


A chegada de Monti, que tem sólidos conhecimento dos mecanismos econômicos e é prestigiado na Itália, dá esperanças de que o país recupere suas contas públicas. “Se o conseguir, Monti jogará para longe o fantasma de um resgate que, se necessitado, colocaria em sérias dificuldades o conjunto da zona do euro, haja vista o tamanho da economia italiana, terceira da União Monetária”, diz o El País.



Com informações da Dow Jones e El País.

Jornal Midiamax