A feira, realizada pela Nelore MS, reúne visitantes de todas as partes do Brasil e do exterior, além dos principais criadores de Nelore do País.

O início da noite desta segunda-feira (07) foi marcado pelo lançamentro oficial da Expoinel MS 2011, considerada uma das maiores feiras ‘indoor’ da raça Nelore no mundo. O evento, que aconteceu no Centro de Convenções Albano Franco, na avenida Mato Grosso, em Campo Grande, segue até 13 de novembro e é uma realização da Nelore MS.

Para o presidente da Nelore MS, Guilherme Bumlai, a Expoinel é a consolidação da ‘terceira maior feira do Brasil na raça Nelore e a maior do país quando o assunto é indoor e genética também’. “Temos hoje o melhor da genética brasileira e sempre estamos buscando melhorar ainda mais a qualidade do nosso rebanho”.

Produtores, empresários e autoridades participaram da abertura da Expoinel MS 2011. “Não podíamos deixar de apoiar e participar desta grande feira. Só temos a ganhar com a realização deste evento. Uma exposição com esta magnitude fortalece ainda mais o nosso Estado, nossa pecuária e nossa economia”, resumiu o prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho, durante a solenidade de abertura.

Como todo ano, a Expoinel movimenta a economia de Mato Grosso do Sul. Serão realizados 12 leilões e julgamentos na pista. Entre os objetivos dos organizadores, disseminar a genética disponível no mercado para alcançar cada vez mais a ‘excelência na qualidade’.

“O mercado fica voltado para o Mato Grosso do Sul nessa época. As expectativas neste ano são as melhores possíveis. Esperamos comercializar de R$ 20 a R$ 25 milhões, entre leilões, comercialização de produtos, veículos e maquinários”, avaliou Bumlai.

Com certeza, são números comemorados por toda a classe produtora de Mato Grosso do Sul e de outros estados também que participam da Feira. Além de Mato Grosso do Sul, são produtores do vizinho Mato Grosso, Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Goiás.

Neste ano, são cerca de 600 animais de 62 criadores de todo o Brasil. Entre eles, um dos mais tradicionais produtores do Estado, Cícero de Souza, criador de Nelore há mais de 30 anos. “As expectativas são sempre as melhores. Uma Feira neste porte nos traz ainda mais otimismo e nos enche de orgulho. Campo Grande é a capital mundial do Nelore e a Expoinel MS é uma marca determinante na produção nacional”.

Para Cícero, também é fundamental investir na genética, o que tem sido feito no Estado, pois, lembra ele, ‘são essas as experiências para melhorar a qualidade e precocidade do rebanho’. Hoje, o Brasil possui um rebanho médio de 200 milhões de cabeça de gado; Mato Grosso do Sul está entre os maiores do país com cerca de 22 milhões de animais.

Expoinel MS para produtores e toda sociedade

Quem quiser conferir de perto o que há de melhor da raça Nelore, o evento é aberto a toda comunidade e continua no Albano Franco. Durante a edição deste ano, além dos leilões, haverá palestras e algumas novidades, como o lançamento da Expogen MS (Exposição de Genética do Estado); e de mais uma edição do livro comemorativo da Feira.

Em relação aos julgamentos na pista, hoje já aconteceu avaliação no Campeonato Baby – bezerras abaixo dos 08 meses de idade. Ametista II FIV da Ribalta (Bitelo da SS x Even TE do Cosmo – Ghandi PO NI), do expositor Ricardo Goulart Carvalho, faturou o título de campeã. Nativa FIV da RFA (Bitelo da SS x Lagoinha FIV Unimar – 1646 da MN), do expositor José Antônio Furtado, que ficou com o Reservado Campeonato.

Já a Fazenda Marambaia, de propriedade do sócio-diretor do Midiamax, Carlos Eduardo Naegele, faturou com Vano CBN, o Campeonato Bezerro do Futuro (Baby Macho). O animal é filho do Basco da SM com Evani TE Santa Nilza (Jeru FIV do Brumado), matriz pertencente ao criatório de Cícero Antônio de Souza (Marca 42 – Fazenda Serra Dourada, de Campo Grande).

A Reservada Campeã foi Ganbaster FIV da 3R (Bitelo da SS x Edancy FIV do R Viva), exposta pela Itararé Adm. Emp. e Part. Ltda, de Rubens Catenacci (Fazenda 3R, Figueirão).

“Há 25 anos estamos produzindo o Nelore e a Expoinel é motivo de evolução. Aqui estão produtores de todo o Brasil disputando, com muita qualidade, mas, claro, com integração”, comemorou Catenacci.

Ele elogiou também a estrutura montada para a Expoinel. “Estrutura magnífica, como já é tradicional. Somos os precursores no Brasil nesse estilo (indoor) e muitos estados estão fazendo o mesmo modelo que lançamos. Nós de Mato Grosso do Sul, só temos que festejar”.

A satisfação dos produtores

“Cada estado, cada região tem que mostrar o que de mais importante o seu povo produz. E, sem dúvida, isso é o que fazemos de melhor: produzir gado de qualidade. Além disso, a Expoinel serve como vitrine, como laboratório de experiências”, relatou Chico Maia, presidente da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul).

O presidente da Acrissul falou ainda sobre a dedicação do pecuarista do Estado, especialmente com o Nelore. “Somos hoje os melhores produtores de Nelore do Brasil. A Expoinel mostra a excelência dos nossos criadores, que são caprichosos e apaixonados pelo que fazem”.

“A Expoinel é um marco na nossa Pecuária tanto pela forma (exposição ‘indoor’, num grande espaço coberto e fechado) tanto pela qualidade dos animais. Só vem consolidar a força da agropecuária do nosso Estado e em todo o Brasil também”, comentou Adriano Garcia, o presidente da ABCZ – MS (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu).

Representante do Bolsão sul-matogrossense

Cláudio Totó, um dos tradicionais produtores de Mato Grosso do Sul, participa desde a primeira edição da Expoinel MS. “Este é o evento mais importante no Estado e um dos maiores de todo o Brasil. Representa o que temos de melhor na raça Nelore, pois reunimos aqui os maiores produtores do Brasil”.

Neste ano, Cláudio Totó trouxe 10 animais; 6 para julgamento na pista e 4 para leilão. Em meio ao clima de festa, o produtor aproveitou para criticar o atual momento na pecuária brasileira. “As despesas para manter rebanho e propriedades estão limitando a freqüência de muitos criadores. O consumo de carne aumentou consideravelmente nos últimos anos devido ao achatamento dos preços que os frigoríficos impõem com a formação do chamado ‘cartel’; o que só dificulta”, criticou Totó.

Ele lembrou ainda que os frigoríficos (com o ‘cartel) baixaram os preços da carne para os produtores, mas para os consumidores não houve queda, pelo contrário, os valores aumentaram aproximadamente 25%. “Estamos vendendo a arroba do boi mais barata do que há 4 anos. Hoje está na casa de R$ 95.00, em média, e há 4 anos, era R$ 101 reais”, finalizou o raciocínio Totó.