O Egito deve viver nesta terça-feira (22) mais um dia de tensão. Será o quarto dia consecutivo de manifestações no país em protesto à permanência dos militares no poder. Desde a renúncia do ex-presidente Hosni Mubarak, em 11 de março deste ano, o Conselho Supremo das Forças Armadas e o principal dirigente, o marechal Hussein Tantaoui, comandam o país. 

Os organizadores dos protestos apelam para a renúncia dos militares e a promoção de eleições presidenciais até abril de 2012, além da reestruturação do Ministério do Interior – responsável pelas decisões referentes à segurança e justiça.

Até ontem (21), pelo menos 24 pessoas morreram e 1,8 mil ficaram feridas em decorrência dos conflitos entre manifestantes e policiais. Os protestos se concentram na Praça Tahrir – que virou símbolo de revoltas. No local estão programados vários atos.

Os protestos são liderados pela Coligação dos Jovens da Revolução e pelo Movimento 6 de abril. A convocação para participação nos atos foi feita pelas redes sociais na internet, como o Facebook e o Twitter.

 A Irmandade Muçulmana do Egito, a mais organizada força política do país, anunciou que não vai participar da manifestação hoje na Praça Tahrir. O Partido da Liberdade e da Justiça, da Irmandade Muçulmana, informou em comunicado que a decisão foi tomada para evitar “novos confrontos sangrentos” na região.

Com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa