A alta comissária para Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas), Navi Pillay, condenou nesta quarta-feira (23) a atuação das forças de segurança egípcias contra os manifestantes que protestam na Praça Tahrir, no centro do Cairo. A estimativa é que 33 pessoas tenham morrido e mais de 2 mil tenham ficado feridas em três dias de manifestações no país. Hoje é o quinto dia de confrontos.

A comissária pediu ainda um inquérito independente a respeito das mortes. “Peço às autoridades egípcias que encerrem o uso claramente excessivo de força contra os manifestantes na Praça Tahrir e em outros lugares do país, incluindo o aparente uso indevido de gás lacrimogêneo, balas de borracha e munição”, informou Pillay, em um comunicado.

No Egito, os manifestantes reivindicam o fim do governo da Junta Militar, que assumiu o controle do país desde a queda do presidente Hosni Mubarak – em 11 de fevereiro. Para os civis, os militares mantêm privilégios e ações que marcaram o governo Mubarak.

Na tentativa de tranquilizar os manifestantes, os militares anunciaram ontem (22) que estão mantidas as eleições legislativas para o dia 28 e as presidenciais, para até junho de 2012. No próximo ano, será a primeira vez que os egípcios escolherão o presidente da República em 40 anos.

Com informações da BBC Brasil.