O Brasil não contribuirá para o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF), assegurou nesta sexta-feira a presidente Dilma Rousseff, que em troca manifestou a disposição do governo brasileiro em aumentar a contribuição para o Fundo Monetário Internacional (FMI) para que enfrente a crise financeira.

 “Não tenho a menor intenção de fazer contribuições diretas”, afirmou Rousseff à imprensa ao fim da cúpula do G20 em Cannes, realizada em Cannes (sul da França). “Por que eu teria que fazer isso se nem eles (os europeus) têm” a intenção de fazê-lo?, disse a presidente ao ser perguntada sobre a possibilidade de o Brasil contribuir para o fundo de resgate europeu.

Os países da Eurozona decidiram no dia 27 de outubro em Bruxelas aumentar a capacidade de ação do FEEF em até um bilhão de euros para socorrer países afetados pelo contágio da crise da dívida originada na Grécia e que colocariam em perigo toda a Eurozona.