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Depois de intoxicação de 180 alunos, escola passará por limpeza, exame e descarte de alimentos

“Tudo será examinado, mas ainda trabalhamos com hipóteses, não há confirmação do que de fato aconteceu”, diz o superintendente de Abastecimento Alimentar

Arquivo Publicado em 28/09/2011, às 14h32

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“Tudo será examinado, mas ainda trabalhamos com hipóteses, não há confirmação do que de fato aconteceu”, diz o superintendente de Abastecimento Alimentar

Na manhã desta quarta-feira (28), o prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho (PMDB), se reuniu com o secretário de Governo, Rodrigo Aquino, secretário de Saúde, Leandro Mazina Martins, secretária da Educação, Maria Cecilia Amendola da Motta, e o superintendente do Abastecimento Alimentar, Danilo Figliolino, para discutir as providências que serão tomadas diante da intoxicação dos alunos da Escola Municipal Iracema Maria Vicente, na tarde desta terça-feira (27).


De acordo com Figliolino, a escola foi fechada para que a Vigilância Sanitária recolhesse os materiais necessários para análise de contaminação. “Nada pode ser descartado, tudo será examinado, mas ainda trabalhamos com hipóteses, não há confirmação do que de fato aconteceu”, diz o superintendente.


Na reunião, o prefeito decidiu que será feita uma limpeza geral na escola, desde o pátio, caixa d’água, salas de aula, e os alimentos serão descartados, até mesmo aqueles que ainda estão fechados. As merendeiras também passarão por exame de saúde para descartar possibilidade de contaminação durante a manipulação dos alimentos.


Durante o recolhimento dos materiais, feito pela Vigilância Sanitária, foram detectados pequenos sinais de ferrugem na caixa d’água, que não estava com a tampa lacrada. Segundo Figliolino, o reservatório da água não atende a demanda da escola, e na manhã da terça-feira (27), o colégio passou a usar água da rua após às 11h30. De acordo com as merendeiras, nesse horário a comida já estava pronta, e a água da rua foi utilizada somente para fazer o café e lavar a louça.


As hipóteses levantadas são de contaminação através do repolho, por conta do agrotóxico, da salsicha usada na farofa, mesmo tendo a data de vencimento no dia 8 de julho de 2012, a água, a gelatina, que teve reclamação das crianças quanto ao gosto. “Ainda não como sabermos a origem da infecção, mas estão sendo tomadas medidas para que as aulas voltem o mais rápido possível”, garante o superintendente de Abastecimento Alimentar.


O cardápio da merenda usado nesta terça-feira foi arroz carreteiro, feijão, farofa de salsicha e ovo, e salada de repolho e tomate. De acordo com Figliolino, 93 escolas da rede municipal recebem os mesmos produtos para a merenda, o que descarta a possibilidade da infecção ter sido ocasionada por alimentos vindo fábrica. “Se fosse esse o caso, a infecção teria ocorrido em mais de uma escola”, argumenta.


O caso


Cerca de 180 alunos passaram mal ontem, por volta das 14h30, após a merenda ser servida na Escola Municipal Iracema Maria Vicente, no bairro Rita Vieira.


Várias ambulâncias dos Bombeiros e do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) estiveram no local para levar as crianças aos postos de saúde. Um microônibus dos Bombeiros também foi usado para fazer o resgate das crianças.


A suspeita é de que a água ou a comida da escola estejam contaminadas. Ontem, a assessoria de comunicação da prefeitura falou também na hipótese de virose e sabotagem na merenda escolar.


A assessoria de comunicação da empresa fornecedora de água, a Águas Guariroba, informou que na tarde desta terça-feira enviou técnicos para a escola para analisar a água, que foi considerada fora de contaminação pelos testes.

Jornal Midiamax